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#027-Casshern

Foi com uma feliz surpresa que pude ver, incrédulo, um lançamento incrível em dvd: Casshern. Eu já havia visto o trailer há alguns meses, mas nunca poderia imaginar que o filme seria lançado oficialmente no Brasil. Mas acredite, veio para cá! Rebatizado como Casshern, reencarnado do inferno (não compreendo essa péssima mania de acrescentar subtítulos malignos!) o filme é super recente (2004) e conta com efeitos especiais magníficos.

Sabe aquelas cenas exageradas que acontecem em desenho animado? Pois é, só que com atores reais. Sequências de ação impressionantes, de fazer cair o queixo de qualquer fã medíocre que acha que Matrix é o último pedaço de torresmo da feijoada. Esqueça Hollywood! O futuro vem do cinema oriental e podemos perceber isso com a quantidade expressiva de filmes que estão sendo regravados. Começando pelo horror japonês Ringu (que virou O chamado) e passando por outras diversas e criativas produções. A lista é extensa e um dia ainda vou escrever sobre isso.

Como se não bastasse o visual psicodélico e ultra-colorido do filme, a história também tem seu diferencial. Pelo trailer podemos imaginar que se trata de filme de ação, mas na verdade é um drama. E daqueles que são bem comoventes ainda por cima. Então não espere apenas para ver porrada. São poucas as cenas de ação; mas acredite, são imperdíveis!

A história, que até agora não consegui explicar por causa da minha preocupação em explicar que a estética do filme é excelente, se passa num futuro próximo, onde um cientista tem um projeto de neo-células (células que podem criar qualquer órgão) Com o devido apoio financeiro, o doutor segue em suas pesquisas contra o tempo, enquanto sua esposa sofre de uma doença grave. A situação da família é abalada quando seu filho, Tetsuya, decide ir para a guerra, deixando para trás os parentes e sua noiva, Luna.

É importante comentar sobre o contexto histórico que se passa Casshern. Vemos um país que venceu a Eurásia numa sangrenta guerra e a poluição destruição a qualidade de vida dos cidadãos. E como se não bastasse esse futuro tão sujo e decadente, as batalhas continuam.
Não é preciso pensar muito para saber que o experimento científico irá sofrer problemas, não é mesmo? E esses problemas são pessoas que se formaram das partes criadas em laboratório. Inteligentes e fortes, os neo-sapiens acabam pro fugir do controle, para terror do exército. Então uma guerra interna explode no país. Revoltados por muitos "de sua espécie" terem sido destruídos pelos seus próprios criadores, eles decidem destruir, de uma vez por todas, a raça humana.
Está bem, está bem. Você já viu essa história antes. Mas em Casshern é diferente. Apesar de vermos um super-herói, ele tem sentimentos, é um humano (ou não?) que luta, sofre e chora. Vemos também personagens mais do que humanos e realistas. E é nesse ponto que o filme brilha e se destaca ainda mais: por se preocupar com as entrelinhas e focar nos relacionamentos. Uma profundidade que é esquecida na maioria das produções atuais.

Vemos então uma série de personagens com seus problemas vivendo numa terra cruel e perigosa. A mensagem do filme fica bem clara antes mesmo dele acabar: as guerras são estúpidas. É engraçado como diversos filmes japoneses tratam sempre do mesmo tema. Mas é fácil notar o motivo quando relembramos da bomba atômica e das cicatrizes que, até hoje, são mostradas em produções como esta. Não irei dizer o final, óbvio, mas é uma mensagem muito bonita. É a certeza esperançosa que algum dia as pessoas vão perceber que não há certo nem errado em uma guerra. Não há o mocinho ou o vilão. Ambos estão errados por se tratar de uma guerra. Cotação do Dai: ****


1/2
Casshern (Japão, 2004) Dirigido por: Kazuaki Kiriya Com: Yusuke Iseya, Kumiko Aso, Akira Terao, Kanako Higuchi, Fumiyo Kohinata, Hiroyuki Miyasako, Jun Kaname, Hidetoshi Nishijima, Mitsuhiro Oikawa...

Nota: a trilha sonora é muito bonita. E a fotografia vale a pena repetir: é alucinante. As cenas de luta são vertiginosas, espetaculares! Detalhe que a canção do encerramento do filme foi cantada pela japonesa Utada Hikaru, que é esposa do diretor do filme! Utada Hikaru lançou recentemente um cd no Brasil e de vez em quando podemos ouvir sua música "First Love" (uma balada romântica) na rádio Antena 1. Mas isso é outro assunto!

Clique aqui para assistir o trailer de Casshern:



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