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#207-A colheita

Rapaz adotado recebe como herança uma fazenda abandonada desde os anos 30. Antes de saber se vale a pena vender o imóvel, ele viaja com a namorada e dois casais de amigos para conhecer o local. Só que um passado sangrento (que é mostrando no começo do flme) tornou a fazenda um lugar cheio de fantasmas-espantalhos que querem vingança a todo custo.

Ruim. Ruim. Ruim. Alguns filmes trash são até legais de se ver. A falta de técnica muitas vezes é superada por idéias criativas e situações legais. Mas isso não aplica a esse filme. É tudo muito tosco, mal feito mesmo. É impossível ter paciência vendo isso porque o roteiro é gelatinoso, as atuações são amadoras e o resultado é fraco.

O único ponto positivo é a duração. É um filme curto. O começo é até interessante, com uma narrativa em tom de documentário que prepara para...nada! Para se ter noção das falhas de "A colheita", o filme inteiro tem uma iluminação assustadora e incompreensível. A turma entra na casa abandonada há mais de 70 anos (e que continua incrivelmente bem conservada) e, lá dentro, é mais claro do que o exterior! Isso mesmo, o ambiente interno é completamente iluminado, com direito a fortes sombras nas paredes. Colocaram um holofote gigante que deve ter sido usado durante o filme inteiro. Todos os ambientes fechados são extremamente claros, sendo muito difícil acreditar que aquilo se passou mesmo durante a noite.
Os diálogos são todos mal escritos e os personagens não criam nenhum carisma. Numa cena chega a ser engraçado o trânsito de figurantes que andam da maneira mais artificial possível. Para piorar, a edição é fraquíssima, com cenas sendo utilizadas e reutilizadas até você não aguentar mais. Perto do final, por exemplo, você pode notar que colocaram duas vezes a mesma cena do incêndio, seguidas! Isso sem falar nos defeitos especiais, que são ridículos. Assista "A colheita" para saber o que nunca se deve fazer com um filme. Não sei como a Paris Filmes lançou isso no mercado nacional. Se tentou assustar, conseguiu!Cotação do Dai: *
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Observação amendrontadora: Já existe "A colheita 2" e parece que a terceira parte também já está a caminho. Medo.
Dark Harvest (EUA, 2004) Dirigido por: Paul Moore Com: Don Digiulio, Jeanie Cheek, Jennifer Leigh, B.W. York, Jessica Dunphy, Amiee Cox...

Veja aqui o trailer do filme de "terror" A colheita:

* * *LEITURA:
Manual do podólatra amador
Glauco Mattoso (clique para visitar o site oficial) pode ser considerado um Gregório de Matos 2. Poeta, cego e bizarro, ele lançou o "Manual do podólatra amador: Aventuras & leituras de um tarado por pés" primeiramente na década de 80. Naquela época, o livro foi criticado por ser audacioso e nojento. Afinal ele escreveu sobre coisas que poucas pessoas costumam falar de uma só vez: chulé, sadomasoquismo, homossexualismo, tortura etc. Recentemente o livro foi relançado pela Casa do psicólogo. E o texto é, até hoje, forte e escrachado.

O manual é um livro auto-biográfico da vida de Glauco Mattoso. Mas não é só isso. Entre trechos de suas lembranças, ele intercala informações culturais sobre o seu maior fetiche: pés. Cita livros, filmes, seriados, revistas e o que mais esteja relacionado com os pés; o que reuniu uma extensa bibliografia. O livro é muito engraçado, cheio de trocadilhos infames. Mas não é para qualquer um. A verdade é contada de modo explícito, sem se preocupar se isso vai chocar alguém ou não. Um brilhante exemplo de literatura maldita. Leia se for capaz!
Cotação do Dai: ****
ISBN 85-99893-18-1
258 págs


Leia aqui um dos geniais poemas de Glauco Mattoso:

2 SPIK (SIC) TUPINIK [para Paulo Veríssimo] [1977]

Rebel without a cause, vômito do mito
da nova nova nova nova geração,
cuspo no prato e janto junto com palmito
o baioque (o forrock, o rockixe), o rockão.
Receito a seita de quem samba e roquenrola:
Babo, Bob, pop, pipoca, cornflake;
take a cocktail de coco com cocacola,
de whisky e estricnina make a milkshake.
Tem híbridos morfemas a língua que falo,
meio nega-bacana, chiquita-maluca;
no rolo embananado me embolo,
me embalo,soluço - hic - e desligo - clic - a cuca.

Sou luxo, chulo e chic, caçula e cacique.
I am a tupinik, eu falo em tupinik.

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