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#468-O orfanato

Escolhido para representar o México no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O orfanato” não chegou a fazer parte da seleção oficial da festa norte-americana. Mesmo assim, a produção de Guillermo Del Toro (responsável pelo recomendado “O labirinto do fauno”) levou diversos troféus, incluindo sete prêmios Goya 2008. Tamanho reconhecimento não é exagero, o filme é excelente. Agrada quem gosta de suspense e principalmente quem prefere um drama.
  


A história é focada em Laura (Belén Rueda, de “Mar adentro”). Ela é uma mulher que volta a morar no orfanato onde cresceu antes de ser adotada. Laura se muda com o marido Carlos e Simon, o filho de sete anos que sofre de uma doença. A idéia de Laura é transformar o local em uma casa para crianças portadoras de necessidades especiais. Mas ela não contava que o ambiente guardasse sombrios segredos de 30 anos atrás. E para incrementar o mistério principal, barulhos durante a noite e uma estranha presença de algo do além começa a atormentar a família.


Um ponto bastante questionado é a originalidade do roteiro. De fato, “O orfanato” lembra diversas outras produções: “Escuridão” (pela determinação materna) ou “A profecia dos anjos” (um fraco filme francês). O próprio lugar que serve de cenário para a ação não é novidade no cinema. “A espinha do diabo” (do próprio Del Toro) ou o tailandês “Dorm, o espírito” são exemplos de películas de fantasmas que se passam em orfanatos. Entretanto, pode-se dizer que, apesar do roteirista Sergio G. Sánchez ter bebido de várias fontes, o filme é uma colcha de retalhos com um resultado muito bem sucedido.

O casarão é bem explorado durante o longa-metragem e a história guarda uma surpresa para o final, especialmente na ótima forma como a trama é concluída. Grande parte do sucesso se deve também à competente atuação da atriz protagonista, que carrega o filme nos ombros durante boa parte da projeção. “O orfanato” não se preocupa em assustar com efeitos especiais. Assim como “Os outros”, é um filme que arrepia sem abusar de computação gráfica, o que garantiu um filme mais convincente.
  

No elenco também vale destacar a participação de Edgar Vivar. O ator ficou bem conhecido aqui no Brasil por interpretar o Seu Barriga, personagem da série Chaves. Na história, ele faz o papel de um estudioso que acredita em assuntos paranormais. E talvez só mesmo o sobrenatural possa explicar o que acontece na casa. Longe de ser um simples filme de fantasmas, “O orfanato” carrega uma forte dramaticidade no roteiro. E é o drama que faz com que a história não caia na mesmice e se torne tão interessante.
Cotação do Dai:DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

El orfanato (México / Espanha, 2007) Dirigido por: Juan Antonio Bayona Com: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Montserrat Carulla, Edgar Vivar, Geraldine Chaplin...

Veja aqui o trailer do filme "O orfanato" legendado em português:


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