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#551-Star Wars, the clone wars

O primeiro longa-metragem da Lucasfilm Animation se passa entre os filmes "O ataque dos clones" e "A vingança dos Sith". Quem acompanha a saga da “galáxia, muito, muito distante”, provavelmente vai gostar de ver os personagens em versão animada. Agora quem nunca assistiu "Guerra nas estrelas" antes pode sair das salas de cinema com uma constelação interrogações. As dúvidas podem servir para fazer o espectador se interessar pela trama ou se desanimar pela falta de informações necessárias para os iniciantes. A trama possui começo, meio e fim, mas não é o bastante para explicar o que é um Jedi, por exemplo.

O roteiro do filme é cheio de intrigas e mostra os cavaleiros jedi lutando para manter a paz no universo. De um lado está a República Galática e de outro os Separatistas, munidos com diversos robôs de guerra chamados dróides. O longa enfoca Anakin Skywalker, que "ganha" uma padawan, ou seja, uma aprendiz de jedi chamada Ahsoka Tano. A jovem é impulsiva e possui um temperamento forte, tentando mostrar que sabe lutar. Toda a astúcia da pequena será testada com ataques inimigs e outras situações de perigo que acontecem durante os 98 minutos de projeção.
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O grande conflito é o seqüestro do filho asqueroso Jabba. Dispostos a tentar uma parceria com o alienígena, os cavaleiros jedi decidem salvar o pequeno. Mas o resgate não será tão fácil por causa das artimanhas dos antagonistas. Entre eles está a poderosa Asajj Ventress, que tentará fazer com que Anakin e Ahsoka sejam confundidos como os vilões da história. E tudo serve de pretexto para muitas explosões, tiroteios e, como não podia faltar, batalhas com os famosos sabres de luz.
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"Star Wars: The Clone Wars" reúne os três primeiros episódios da nova série em computação gráfica que será lançada ainda neste ano. A animação é bem feita, embora seja de um estilo diferente do realismo visto em "Final Fantasy" (que impressiona pela qualidade técnica e decepciona pelo roteiro). Os personagens se parecem com os atores de carne e osso que apareceram nos outros filmes, mas agora com um traço mais estilizado.
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No elenco de dublagem original está o ator Samuel L. Jackson ("Jumper", "1408"), que trabalhou em “Star Wars: Episódio III - A vingança dos Sith” no papel de Mace Windu e retorna dublando o mesmo personagem. Christopher Lee ("A bússola de ouro", "A fantástica fábrica de chocolate", "A noiva cadáver") é outro destaque da produção. Ele empresta a voz para o sombrio vilão Conde Dooku.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

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Star Wars: The Clone Wars (EUA / Cingapura, 2008) Dirigido por: Dave Filoni. Com as vozes de Matt Lanter, Ashley Eckstein, James Arnold Taylor, Dee Bradley Baker, Tom Kane, Nika Futterman, Ian Abercrombie, Corey Burton, Catherine Taber, Matthew Wood, Kevin Michael Richardson, David Acord...

Veja aqui o trailer do filme "Star Wars, the clone wars" (que legenda pequenininha!):
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Confira a seguir uma entrevista com o criador de STAR WARS, George Lucas, e o diretor de THE CLONE WARS, Dave Filoni. Eles falam sobre o filme, personagens e outros assuntos:

Daiblog Como surgiu a idéia de se fazer um filme de STAR WARS em animação por computação gráfica?
GEORGE LUCAS: A parte interessante sobre as Guerras Clônicas é que, no curso normal dos seis primeiros filmes de STAR WARS que contam a saga da família Skywalker, tudo do que aconteceu durante esse período não é contado - essa parte foi pulada. Temos um pouco do início no Episódio II e um pouco do final no Episódio III. Mas, obviamente, durante uma guerra, há muitas e muitas histórias - ação muito empolgante, drama, corações partidos e até humor. A idéia de fazer uma versão animada de THE CLONE WARS foi intrigante para mim porque realmente nos permitiu contar outras histórias, mostrar outros Jedi, apresentar novos personagens, e até contar as histórias dos próprios clones. Alguns deles têm histórias bem interessantes. Nos permitiu também ampliar o leque do universo de STAR WARS.

DAVE FILONI: Uma das coisas que sempre me surpreenderam é quantas histórias há para contar no que parece ser um curto espaço de tempo. O período entre os Episódios II e III foi de somente uns três anos. Mas nós podemos contar tantas novas histórias, conhecer novos personagens, e ir a lugares novos - lugares que eu nunca imaginei que pudéssemos ir.
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Daiblog O que a animação traz à Saga STAR WARS?
GEORGE LUCAS: Desde o início sabíamos que queríamos usar animação de computação gráfica (CG) de uma maneira que nunca se tinha visto antes. Acho que no final acabamos fazendo algo que é muito novo e diferente. Em termos de estilo, um filme animado em CG é bem diferente de um filme com atores ao vivo. Animação abre possibilidades do que você pode realizar. Animação é como um bloco de rascunho.

DAVE FILONI: Há infinita flexibilidade quando fazemos uma cena. Não temos que cavar em busca de objetos de cena originais ou chamar atores de volta pra refazer uma tomada. Com animação, podemos olhar para uma cena de uma forma editorial, e depois voltar e refazê-la de um modo completamente diferente no dia seguinte. Isso seria impossível com atores ao vivo. Temos todos os nossos sets, todos os nossos atores à nossa disposição todo o tempo. Podemos fazer as coisas do jeito que gostamos de vê-las, o que é realmente muito empolgante.
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Daiblog O que vocês podem nos contar sobre a mais nova heroína de STAR WARS, a Ahsoka?
GEORGE LUCAS: O Anakin e o Obi-Wan têm um grande relacionamento, mas já vimos a dinâmica deles nos filmes.

DAVE FILONI: Sempre achamos que era importante ter um personagem cujo temperamento está situado em algum lugar entre o Anakin e o de Obi-Wan. O Anakin se mete em qualquer ação, em qualquer lugar, enquanto que o Obi-Wan prefere refletir um pouco antes de agir. A Ahsoka aprecia a impetuosidade de Anakin, porém admira a paciência e a consideração de Obi-Wan. Ela tem muito o que aprender de ambos, porém ela é forte e capaz por seus próprios méritos. Então, ela às vezes surpreende o Anakin com sua abordagem para com as situações em que eles se encontram de vez em quando. Ela faz um grande contraponto a Anakin - tanto visualmente, como por sua personalidade e sua atitude. De certa forma ela o enlouquece, mas ele acaba ficando muito apegado a ela, como vocês verão no filme.

GEORGE LUCAS: Nos filmes de STAR WARS, existe uma tradição sobre alguém ser levado numa viagem incrível para aprender a se tornar um Jedi - Luke era um garoto de fazenda que foi pego pela Aliança Rebelde. Anakin era um garotinho em Tatooine. Em THE CLONE WARS, Anakin não é mais um Padawan. Ele já é um Jedi. Então Ahsoka assume o papel do personagem mais jovem que está sendo treinado, acrescentando a dinâmica que um “pupilo” traz à história. Ficamos bem indecisos sobre diversas idéias a respeito dela - ela deveria ser humana ou alienígena, o personagem deveria ser masculino ou feminino? No final, achamos que seria bem mais divertido ter uma garota no filme.
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Daiblog THE CLONE WARS lhes deu uma grande oportunidade de explorar personagens fora da saga Skywalker. Quais são alguns dos seus favoritos?

GEORGE LUCAS: Sempre gostei dos Duros - os alienígenas azuis da cena da cantina do Episódio Uma Nova Esperança. Eles são uma derivação dos Neimoidians - estes são mais esverdeados e mais enrugados.

DAVE FILONI: Pra mim, é o Conselho Jedi. Adoro a oportunidade de explorar esses personagens que vimos tão pouco, mas que são lendários em seu tempo - Kit Fisto, Ki-Adi -Mundi, Luminara, Plo Koon...

GEORGE LUCAS: Se dependesse do Dave, o Plo Koon estaria em todas as cenas! É ótimo que Dave tenha personagens com os quais ele se importa, e não precisam estar presentes só nas lutas, ou em cenas curtas, ou em algum lugar lá atrás no fundo.

DAVE FILONI: É isso o que realmente importa. Eu me importo com esses personagens, e com o que acontece com eles, e como eles evoluem - essa é uma aventura que realmente nos empolga mostrar no filme.
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Daiblog Como você descreveria o visual de THE CLONE WARS?

GEORGE LUCAS: Em THE CLONE WARS, todos os personagens e todo o ambiente em torno parecem quase terem sido pintados, o que dá ao filme uma aparência muito singular. Nós também extraímos algumas influências do mundo dos mangás e dos animes, no que diz respeito ao estilo cinematográfico, os quais possuem uma iluminação muito dramática e tomadas bastante agressivas.

DAVE FILONI: STAR WARS já foi projetado de forma tão brilhante, é só olhar para a direção de arte dos longa-metragens já feitos. Era importante manter aquela integridade, mas dar ao público algo que ainda não viram. O visual é mais estilizado, não há uma preocupação com o realismo fotográfico; na verdade, esta versão se preocupa mais com definir sua própria realidade visual, mais ou menos da mesma forma em que um pintor precisa usar técnicas diferentes para criar estilos diferentes. Estamos usando a CG como uma ferramenta para criar uma realidade estilizada.

GEORGE LUCAS: Acho que criamos uma linha de narrativa e um estilo cinematográfico incomum, algo completamente diferente de tudo o mais no mundo da animação.
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