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#566-Curtas (18)

A Mostra Competitiva da segunda edição do festival For Rainbow é formada por 23 produções de diferentes estados do País. Alguns são consagrados como "Café com leite", de Daniel Ribeiro. O curta fala de um casal de namorados que tem seus planos modificados com a repentina morte dos pais de um deles e da nova formação familiar que é criada a partir da responsabilidade de cuidar do irmão mais novo.

O filme estreou ano passado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e passou por 36 festivais no mundo. Coleciona atualmente 14 prêmios, incluindo o Urso de Cristal de Melhor Curta-Metragem na mostra Generation 14plus do Festival de Berlim deste ano. “O Daniel não pôde vir porque está trabalhando atualmente como editor e montador de uma nova minissérie da TV Cultura chamada Tudo o que é sólido pode derreter”, revelou o ator Daniel Tavares, que representa o curta-metragem. “É uma série adolescente que mistura ficção com literatura brasileira”, adianta.

Outro curta reconhecido internacionalmente é "", de Felipe Sholl. O filme também foi premiado em Berlim com o troféu Teddy, voltado especialmente para produções GLBTT. Brasília está representada no festival com a ficção Entre cores e navalhas, curta assinado por Catarina Acioly e Iberê Carvalho. “É uma discussão de como é construído o afeto. Não existe padrão para o afetivo”, comenta a atriz Adriana Lodi. O filme mostra o inusitado relacionamento que surge quando um cabelereiro e uma cobradora de ônibus passam a se encontrar diariamente.

Photobucket
Cena de "Meu namorado é michê"

A primeira noite da abertura do evento foi marcada pelo documentário Cinema em 7 cores, de Rafaela Dias. O filme mostra um panorama de como os homossexuais e transgêneros foram e são retratados no cinema nacional. “Estereótipos são difíceis de serem quebrados e estamos colhendo o que foi plantado nestes anos de representações”, critica Felipe Dias, co-diretor. O filme conta com um rico material de filmes antigos e depoimentos de cineastas e gays falando sobre o tema.

Destaque também para "O almoço (considere um jantar)", de Thiago Ricarte, levou o cinema do Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro às risadas com uma divertida história que usou a falta de recursos financeiros para criar uma trama com um senso de humor inteligente e sarcástico. O roteiro se passa durante uma refeição familiar e o que acontece com a chegada inesperada de duas pessoas.


Singularidades
Cinema onde aconteceu a Mostra Competitiva do For Rainbow

Seguindo a linha da pluralidade, o 2º For Rainbow – Festival de cinema da diversidade sexual apresenta produções com as mais diversas propostas e intenções. Desde o documentário-protesto Sexualidade e crimes de ódio, de Vagner de Almeida até o experimental "Filthy". “Queremos criar uma arte de subversão política e moral e explorar o paradoxo do bem e do mal, do belo e do feio”, revela Dirty B. que representa o projeto Queer Fiction, de Porto Alegre. O grupo é um laboratório de fotografia e vídeo com temáticas que envolvem sexualidades que fogem do padrão.

Clique aqui para ler mais sobre o festival.

No segundo dia da Mostra Competitiva foram exibidos os curtas "Amanda e Monick", "Bar aka", "Dizeres íntimos", "Quem é você na noite?", "Para Macedônio", "Bárbara" e "Filthy". Confira mais sobre alguns dos filmes e amanhã confira os filmes do último dia da Mostra Competitiva do festival For Rainbow e a lista com os vencedores.

Bárbara

Bárbara
Bárbara: o único problema é ser tão curto

Com uma bela fotografia e um ar de Almodóvar, o curta-metragem mineiro "Bárbara" mostra a personagem-título, uma travesti que precisa voltar ao passado quando descobre que o pai está doente. Narrado em primeira pessoa, o filme é denso. É uma daquelas produções que passa a impressão que tem pano na manga para ter uma duração maior. Destaque para a impressionante atuação do ator principal.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Bárbara Ficção, 2006, 10 minutos Direção: Carlos Antônio da Silva Gradim Belo Horizonte - MG

Filthy


Filthy
Prepare seu estômago para conferir os "prazeres da carne"

Não é difícil dizer que "Filthy" foi o curta mais polêmico do festival. Com uma série de imagens que variam do pornográfico ao grotesco, o filme fez com que boa parte da platéia se levantasse e deixasse o cinema. O vídeo experimental mostra duas garotas se divertindo juntas em um ritual lésbico e violento que faz uma metáfora aos primordiais instintos humanos. Definitivamente não é para todos.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Filthy Experimental, 2007, 16’55” Direção: Queer Fiction Porto Alegre – RS

Amanda e Monick


Amanda e Monick
Exemplo de tolerância e aceitação

O diretor André da Costa Pinto encontrou duas travestis que moram em uma mesma cidade, no nordeste do Brasil. Ao invés de mostrar um relato do preconceito que vivem as duas personagens, o documentário mostra uma verdadeira lição de tolerância. Enquanto uma trabalha como professora em uma escola local, a outra é aluna. Filme que transmite uma mensagem de esperança.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Amanda e Monick Documentário, 2008, 18 minutos Direção: André da Costa Pinto Barra de São Miguel – PB

No dia seguinte foi exibido o curta "Meu namorado é Michê", de Lufe Steffen. O filme foi comentado aqui no Daiblog há alguns anos e você tem a oportunidade de assistir ao curta na íntegra.

Veja abaixo o curta "Meu namorado é michê" - Ficção, 2006, 3 minutos Direção: Lufe Steffen São Paulo – SP

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