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#611-Verônica

Exibido na quinta edição do Amazonas Film Festival, Verônica começa com cenas que mostram casas no morro e traficantes armados no Rio de Janeiro. Felizmente é só no começo. O longa-metragem não é mais um “favela movie” e muito menos uma produção sobre o nordeste brasileiro. Longe disso, a história tem o mérito de ser um thriller, gênero que ainda possui pouco espaço no cinema nacional contemporâneo.

O filme é dirigido por Maurício Farias (O coronel e o lobisomem e A grande família, o filme). O cineasta também foi o responsável pelos seriados globais As noivas de Copacabana (quem se lembra?) e Hilda Furacão. Ele dirige Andréa Beltrão (Romance), sua esposa na vida real. Ela interpreta a protagonista da trama. Verônica é uma professora da rede de ensino público que leva uma vida estressante dando aulas para uma turma de crianças barulhentas. Sem um salário justo, ela vive perto de ter um ataque de nervos.

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Aluno e professora

Verônica possui problemas não apenas no campo profissional. Ela preocupa-se ainda com o estado de saúde da mãe, que enfrenta fila no hospital público para tentar fazer uma cirurgia nas pernas. E a parte dos relacionamentos amorosos também não vai bem. Separada do marido policial (Marco Ricca, de A via láctea), a sofredora não encontra tempo para se cuidar ou pensar em um novo amor. Se a situação da heroína já é digna de piedade, o roteiro trata de complicar tudo ainda mais.

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Marco Ricca interpreta o ex-marido da protagonista

As adversidades têm início quando o pequeno Paulo (Matheus de Sá) não volta para casa porque sua mãe não veio buscá-lo. Verônica decide levar o aluno de volta e é guiada por ele até a favela. Chegando lá, a movimentação da polícia no local explica o que aconteceu: os pais de Paulo foram assassinados por marginais e agora eles procuram o menino, que também foi jurado de morte. Cabe agora a Verônica salvar o pupilo dos criminosos, sem saber que a criança esconde informações preciosas que podem provar o envolvimento de autoridades no tráfico de drogas.

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Perseguições nas ruas do Rio de Janeiro

Seguindo fielmente as regras básicas de um thriller, o filme é repleto de seqüências de perseguição e suspense. Acompanhada do garoto, Verônica corre, mente, se disfarça e encontra um novo sentido na vida. Andréa Beltrão está bem no papel e o estreante Matheus de Sá consegue transmitir toda a fragilidade de uma criança inocente que corre perigo. Originalidade certamente não é o ponto mais forte do longa-metragem, mas é o tipo de filme que faria sucesso se contasse com um elenco norte-americano. Portanto merece uma conferida por ser nacional e fugir da temática recorrente que persegue muitos filmes brasileiros. Tomara que seja o primeiro de muitos.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Verônica (Brasil, 2008) Dirigido por: Maurício Farias Com: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes...

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Veja aqui o trailer do filme Verônica, exclusividade da TV Daiblog:




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Sinfonia Kullervo na Villa-Lobos

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro encerra suas atividades de 2008 com um grande espetáculo. Hoje (quarta-feira), às 20h, a OSTNCS e o coro da Igreja Adventista, sob a regência dos maestros Ira Levin e Eldom Soares, convida para a audição da sinfonia Kullervo, de Jean Sibelius, a ser apresentada pela primeira vez no Brasil, na Sala Villa-Lobos.

A sinfonia, dividida em cinco momentos, é baseada na história da Kalevala, epopéia nacional finlandesa, escrita por Elias Lönnrot. Considerada uma peça complexa, nunca foi apresentada no Brasil. A dificuldade se deve ao elevado número de integrantes do coro e pelo fato de ser cantada em finlandês.

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Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro

Kullervo é o nome de uma criança que sobrevive a três tentativas de assassinato por parte de seu tio Untamo, que já havia massacrado quase toda sua família. Já crescido, Kullervo se envolve com uma jovem que depois descobre tratar-se de sua irmã. Ao descobrir o vínculo familiar, o jovem suicida-se. Antes de acabar com a própria vida, Kullervo mata o tio e toda sua tribo. Com aproximadamente uma hora de duração, a sinfonia Kullervo tem a participação de dois solistas, a mezzo-soprano Adriana Clis e o barítono Leonardo Neiva.

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Hoje (quarta-feira, dia 17 de dezembro de 2008), às 20 horas na Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional Cláudio Santoro. Mais informações no telefone (61) 3325-6239.

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