Super Hiper Mega Banner

Cinema Especial - Se beber, não case

Para você quer saber mais sobre um determinado o filme, o Daiblog tem uma nova seção: o Daiblog Especial. Assim você poderá ler notas de produção e demais informações sobre um filme em específico. Mas atenção: o material a seguir é recomendado para quem já assistiu ao filme e quer saber mais curiosidades, pois pode conter informações que podem estragar surpresas do roteiro.

“A uma noite que nenhum de nós quatro jamais vai esquecer.”

A despedida de solteiro é uma tradição seguida até hoje. Todo final de semana, em todos os Estados Unidos, inúmeros homens às vésperas do casamento saem com um grupo de amigos para uma última farra. “É apenas um encontro com uns poucos amigos”, diz o diretor Todd Phillips casualmente, como se pretendesse minimizar a possibilidade de uma noite tão inocente render alguma coisa perigosa, maluca ou ilegal.

“É muito típico, eles nem gostam de chamar de despedida de solteiro porque consideram simplesmente uma noite em que os rapazes saem juntos. Um bom jantar, boas risadas e um brinde ao noivo. Totalmente inofensivo”, enfatiza Phillips.


Se beber nao case
No filme, a saída dos rapazes acontece muito perto da data da cerimônia de casamento de Doug. E, sim, seu futuro sogro lhe emprestou sua Mercedes de estimação… E, claro, Stu mente à namorada sobre o lugar aonde eles vão… E, sim, eles estão levando Alan, o cunhado de Doug, que é meio anti-sociável, uma bomba-relógio prestes a explodir… Mas, além desses “detalhes”, o que mais seria motivo de preocupação?

Quando o quarteto chega ao hotel Caesars Palace, todos estão se sentindo bem e relaxados. Eles sobem para o terraço para começar a noite com um brinde diante da vista de Vegas, com as luzes brilhando sob o céu do deserto, erguem os copos brindando à nova vida de Doug e “a uma noite que nenhum de nós quatro jamais vai esquecer”. E essa é a última coisa de que eles se lembram.


Se beber, não case
“O que aconteceu?”
Phil, Stu e Alan acordam pela manhã e estão esparramados e com a cara no chão de mármore. Os raios de sol atravessam as janelas, revelando uma suíte digna de um palácio, porém está tudo um caos.

Isso não é nada fora do normal, para uma despedida de solteiro, garante Phillips. “Ficar bêbado e acordar ao lado de uma pilha de garrafas faz parte da história. Num filme com uma ressaca para pôr fim a futuras ressacas, tínhamos que ir um passo além. Pensamos: ‘Qual seria a noite mais maluca que alguém poderia ter, sobrevivendo para contar sobre ela?’”

“Que tal se um bebê que eles nunca viram estivesse no quarto deles e houvesse um tigre no banheiro?”, propõe o produtor Dan Goldberg, que trabalha pela quarta vez em parceria com Phillip, em “Se Beber, Não Case!”, depois de “Caindo na Estrada”, “Dias Incríveis” e “Escola de Idiotas”.


Se beber, não case
Bonecas infláveis bóiam na banheira de hidromassagem, uma cadeira ainda solta fumaça no que parece ter sido uma fogueira e um divã pende do teto.

Ah, e tem mais uma coisinha: o noivo sumiu… Os três tentam recobrar a sobriedade, e cada um reage de uma forma a esse cenário. Phil, confiante, embora ainda zonzo, faz um inventário do prejuízo e conclui que eles se divertiram bastante e que Doug logo estará de volta. Stu, o mais estressado e o dono do cartão de crédito que foi dado como garantia de pagamento das despesas, entra em pânico crescente, à medida que vai tomando consciência do prejuízo na suíte de 4 mil dólares que eles estão ocupando. E Alan fica fascinado, quer dizer, depois de se recuperar do fato de que estava quase nu e a uma pequena distância de um tigre adulto de verdade e vivo.

Bradley Cooper interpreta Phil, “o cara que faz os planos e logo convence os demais”, diz Goldberg. O único do grupo que já se casou e teve filhos, Phil sente-se um pouco tolhido pela vida de pai de família, professor de uma escola de segundo grau e ansioso pela viagem, que seria uma rara oportunidade de se soltar um pouco com seus antigos amigos da escola. Ele não vai deixar esse pequeno contratempo estragar seu final de semana.


Se beber, nao case
“Phil pensa, ‘Vamos tomar uma aspirina e fazer uma coisa de cada vez. Não há motivo para pânico’”, conta Cooper. “Não importa que a situação fuja ao controle, ele continua achando que pode lidar com ela. E continua tentando, até o ponto em que o controle da situação lhe escapa completamente.”

“Bradley é muito engraçado, na tela e fora dela, mas eu o vejo mais como um protagonista e nesta história ele assume o papel do líder do grupo. É ele que ao acordar em meio à bagunça no dia seguinte tenta trazer os outros dois para a realidade, para que todos consigam entender o que aconteceu”, explica Phillips.

Enquanto isso, Stu, um dentista gentil, mas contido, extremamente responsável e com uma namorada que o mantém em rédea curta, está longe de estar calmo. A única coisa que o faz esquecer-se do medo de a namorada Melissa encontrar o recibo das despesas com o cartão de crédito dando conta da noite desastrosa é o fato de perceber que, não se sabe como, ele perdeu um dente. O pior é que foi um dos dentes da frente, onde restou um buraco que ele não sabe como explicar.


Se beber, nao case!
“Fiquei lisonjeado quando os realizadores me escolheram para o papel, e ao mesmo tempo um pouco ofendido, já que o Stu é meio ‘bocó’, neurótico e metódico”, brinca Ed Helms, que interpreta Stu, e que ia e vinha entre Las Vegas e Los Angeles, para conciliar com as gravações da série de televisão The Office. “Se formos classificá-los segundo arquétipos, Phil seria o cara descolado, Alan seria o esquisitão e Stu seria o nerd. Fico me perguntando o que os levou a me escolherem justamente para esse papel…”

Phillips parece saber a razão: “Ed arrasa como um cara reprimido, à beira de um ataque de nervos”.

Dos três, Alan, papel de Zach Galifianakis, é provavelmente o de temperamento mais semelhante ao real, o que não significa que ele tenha as respostas. Stu se debate por causa do dente perdido e a possibilidade de sua vida estar arruinada; Phil tenta desviar a atenção deles falando de café da manhã e jogo; e Alan, enrolado num lençol, desloca-se descontraidamente pela bagunça com uma curiosidade infantil e um certo orgulho, em meio a mordidas numa pizza fria que ele encontra numa almofada do sofá.


Se beber, nao case
E para complicar ainda mais, Alan descobre que um bebê aparentemente feliz e saudável está num canto do quarto. Fã do tipo de humor em comédia stand-up de Galifianakis, Phillips sabia que ele brilharia num papel perfeitamente adequado ao seu estilo e criatividade, por isso o escalou como Alan, “um sujeito com ‘dois pés esquerdos’, que sempre toma as decisões erradas”.
“Alan não tem amigos e nem tem noção de que todos o acham estranho, pois acredita que tudo o que faz e diz é superlegal e adequado”, conta Galifianakis, que continua descrevendo seu personagem como “alguém que deve ter tomado barbitúricos demais em noitadas”. “O bom desse papel é que ele não precisa fazer muito sentido. Geralmente, um ator tem de estar ciente de coisas como motivação e consistência do personagem, mas Alan age segundo a sua própria lógica perversa.”

Goldberg comenta: “Ele fala coisas que ninguém sabe de onde vieram, é hilariante. Alan não faz parte do grupo de amigos, mas quer muito se enturmar com eles, e consegue isso em meio a toda a confusão”. O que esses três realmente precisam, por diversas razões, é de Doug.

Atuando como o noivo que desaparece misteriosamente, Justin Bartha define: “Doug é a voz da razão no grupo. Queria que ele fosse o elo de ligação entre todos esses personagens de personalidades distintas. Ele é o denominador comum e, quando some, tudo vira um caos”.


Se beber nao case
Apesar de ter de se ausentar por algum tempo, Doug é vital para a história. “Ele é quem une esses homens e, quando fica desaparecido, a amizade deles parece balançar, e o trio fica meio sem sentido”, observa Jon Lucas, que, com o sócio Scott Moore, escreveu o roteiro de “Se Beber, Não Case!”. “Ele é o Santo Graal, aquilo que os nossos heróis precisam encontrar desesperadamente e que nós torcemos para que encontrem.”

Moore acrescenta: “Eles se preocupam com ele e enfrentarão qualquer coisa, vão se unir para achá-lo, mesmo que no processo um tire o outro do sério”. Phillips concorda: “O melhor humor é o que tem emoção, sentimento. Precisamos acreditar que esses caras realmente se importam uns com os outros e têm uma ligação verdadeira, e isso faz com que as coisas sejam mais profundas do que apenas contar piadas. Exploramos o humor natural e a estranheza da amizade entre homens e as coisas que os unem”.


Se beber nao case
Ele prossegue: “Comédia depende 70% de escalação. Claro que é preciso ter uma boa história, mas, além disso, é uma questão de ritmo, de ter grandes atores cômicos passando por uma situação e deixá-los reagir uns aos outros. O roteiro funcionou como um ponto de partida para Bradley, Ed e Zach, e eles avançaram com ele. O mesmo ocorreu com os atores coadjuvantes. Quando se povoa um filme com pessoas realmente engraçadas, isso ajuda a não deixar a peteca cair”.

Daiblog Quer comprar o filme Se beber, não case? Clique aqui e pesquise onde tem o menor preço!

Leia mais:
DaiblogDaiblog Especial - Arraste-me para o inferno
DaiblogDaiblog Especial - Brüno

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.