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Cinema Especial Amantes


Amantes representa uma mudança de rumo para o autor e diretor James Gray, cujos três últimos longas-metragens foram dramas de suspense altamente aclamados pela crítica, Fuga para Odessa, Caminho Sem Volta e Os Donos da Noite. E também marca o terceiro trabalho de Gray com JOAQUIN PHOENIX, duas vezes indicado ao Oscar e em seu terceiro filme consecutivo a ser indicado à prestigiada Palma de Ouro, do Festival de Cannes

Segundo Gray, a inspiração para Amantes veio de inúmeras fontes, incluindo um conto de Dostoevsky, intitulado Noites Brancas, sobre um homem que entra numa amizade platônica com uma mulher que ele conhece na rua e acaba desenvolvendo uma profunda obsessão por ela. “Achei o conto muito comovente”, conta Gray. “É a história de uma pessoa que está claramente sofrendo de um tipo de disfunção maníaca. Mas é realmente sobre a forma como ele lida com o amor”.
Amantes
Gray achou muito intrigante a forma como o conceito de amor é administrado, a partir dessa perspectiva. “Geralmente, é difícil tratar o amor com um determinado tipo de seriedade. Ele é geralmente encarado sob o formato de comédia romântica, pois o estado de se estar apaixonado, em si, é quase irracional. Nós freqüentemente estamos realmente apaixonados pela fantasia, ou por uma obsessão”. A partir dali, ele começou a escrever o roteiro que, segundo ele, “é sobre amor, mas algo bem mais pessoal para mim”.

Vários meses depois, Gray tinha o primeiro rascunho de Amantes, um drama romântico moderno, que se passa em Brighton Beach, Brooklyn – um cenário familiar nos filmes de Gray. Mas essa intensa história de amor sobre um jovem problemático, encurralado entre duas mulheres, marcou uma mudança absoluta, a partir dos suspenses sombrios de crimes que o cineasta fez no passado – embora o filme também faça referência ao atual interesse de Gray pela intensidade que o contexto social e sua natureza determinam o destino de alguém.
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Gray escreveu o papel protagonista de Leonard para Phoenix, que havia estrelado em Caminho Sem Volta e Os Donos da Noite. “Joaquin parece um irmão para mim, e isso é algo muito raro”, conta Gray, mencionado a amizade que tem pelo ator. “Sou muito próximo dele. Nós conversamos sobre o que queremos explorar nas pessoas. Joaquin tem um olho incrível para o comportamento humano e, de fato, um ótimo entendimento da essência das pessoas e o que as motiva. Francamente, ele gosta das mesmas coisas que eu, então, é claro que sempre quero trabalhar com ele”.

Amantes conta a história de Leonard Kraditor, um jovem que se vê preso entre duas mulheres. Logo que você conhece o personagem de Phoenix, ele acaba de se mudar de volta para a casa dos pais, numa comunidade insular, em Brighton Beach. Notoriamente perturbado, ele traz suas cicatrizes emocionais de um relacionamento anterior fracassado. Foi um papel que Gray convenceu o ator a abraçar. “Eu me vejo como um cara de muita sorte”, conta ele. “Porque esse é o meu terceiro filme com Joaquin, para quem pude escrever o personagem e fiquei confiante de que ele interpretaria esse papel”.
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À medida que o filme se desenrola, Leonard conhece duas mulheres. A primeira, Sandra, apresentada por seus pais preocupados, e a segunda, Michelle, num encontro por acaso em seu prédio. Gray admite que escreveu o papel de Michelle, a bela e volátil vizinha, para a atriz ganhadora do Oscar Gwyneth Paltrow. “Gwyneth é decididamente uma das atrizes mais interessantes e inteligentes de sua geração e era a pessoa que eu tinha em mente para interpretar esse papel”, conta ele. “Ela é muito famosa por seus papéis britânicos em grandes produções de Elizabethianas, portanto esse filme deve ter parecido bem atípico para ela. Mas eu sabia que ela podia interpretá-lo”.

Gray acrescenta que Paltrow também foi responsável por inspirar o diretor a explorar um gênero diferente. “De uma forma estranha, ela também inspirou minha decisão para escrever algo sobre o amor. Ela havia me falado que deveríamos fazer algo juntos, mas ‘só se você fizer um filme sem armas e uma porção de caras gritando palavrões’, disse ela. Ele conta rindo: “Então, de certa forma, ela realmente inspirou a escrita de todo o roteiro e, para mim, foi um jeito de tirar as outras coisas do meu sistema, como o ‘elemento criminal’”.
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Gray já tinha escrito o primeiro rascunho de Amantes antes de começar a filmar Os Donos da Noite e aquilo estava só esperando, em sua última gaveta, até que ele conseguiu concluir a produção. Foi por volta dessa época que ele mostrou o roteiro para a produtora ganhadora do Oscar, Donna Gigliotti (Shakespeare Apaixonado). Gray e Gigliotti haviam começado a trabalhar juntos em outro filme que havia desmoronado, “o que freqüentemente acontece com filmes”, conta ele “mas durante aquele período, eu descobri que Donna é incrivelmente inteligente, assim como uma pessoa maravilhosa e nós temos gostos semelhantes para cinema”. Conforme a idéia de Amantes foi tomando forma, Gray abordou Gigliotti para produzir o filme. “Eu também sabia que queria uma presença feminina trabalhando comigo, para contar a história”, acrescenta ele. “É uma história contada através dos olhos de Leonard e eu não queria que tivesse uma visão exclusivamente masculina do mundo”.

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