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Cinema Especial - Julie e Julia


Meryl Streep é Julia Child e Amy Adams é a escritora Julie Powell na comédia de Nora Ephron, Julie & Julia. Antes de chefs como Ina, antes de Rachael, antes de Emeril, veio Julia, a mulher que mudou para sempre o modo como a América cozinha. Entretanto, em 1948, Julia Child (Meryl Streep) era apenas mais uma norte-americana vivendo na França. O trabalho do marido levou-os a Paris e, com sua disposição incansável, ela ansiava por algo com o qual se ocupar.

Cinquenta anos depois, Julie Powell (Amy Adams) está frustrada com a sua vida. Prestes a completar 30 anos, morando no Queens e trabalhando num cubículo de uma repartição pública enquanto suas amigas desfrutam de um sucesso cada vez maior, ela se agarra a um plano aparentemente insano para ter onde concentrar as suas energias. Julie decide passar exatamente um ano cozinhando todas as 524 receitas do livro de Julia Child, Mastering the Art of French Cooking (coescrito com Louise Bertholle e Simone Beck) – enquanto assina um blog sobre as suas experiências.

A diretora, roteirista e produtora Nora Ephron mescla com perfeição essas duas histórias extraordinárias numa comédia que prova que, com as doses certas de paixão, obsessão e manteiga, você pode mudar a sua vida e realizar os seus sonhos.

Julie e Julia
SOBRE O FILME

“É sobre o amor, sobre o casamento, sobre mudar a sua vida”, diz Ephron acerca dos temas que a motivaram a rodar Julie & Julia. “Sou obcecada por comida, mas havia, pelos menos, outros oito motivos que me levaram a filmá-lo, como, por exemplo, fazer coisas pelas quais realmente nos interessamos e que nos proporcionam felicidade.”

“O elo que une essas duas histórias é a paixão”, afirma o produtor Laurence Mark. “Tanto Julie Powell quanto Julia Child descobriram essa paixão – em ambos os casos, a paixão pela comida – que as ajudou a superarem fases difíceis. O filme também é sobre o casamento – e como ele exige malabarismos. Julie e Julia perceberam isso e, apesar dos altos e baixos, são loucas por seus maridos e a recíproca também é verdadeira.”

Julie e Julia
O filme recorre à magistral técnica de adaptar e entremear dois prestigiados livros de memórias: Julie & Julia, de Julie Powell, e My Life in France, de Julia Child com Alex Prud’homme. My Life in France é a história pessoal de Child em Paris nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, como esposa de um adido cultural dos EUA, Paul Child, quando ela transformou seu amor pela culinária francesa em uma missão com o objetivo de disseminar seus prazeres entre as donas-de-casa norte-americanas. Depois de se tornar a primeira americana a cursar a famosa escola de gastronomia francesa, Le Cordon Bleu, ela popularizou a culinária francesa nos EUA, como coautora do livro de culinária, Mastering the Art of French Cooking. A popularidade do livro gerou um programa televisivo de culinária que a transformou numa celebridade nos EUA. Como ninguém, Child levou os norte-americanos a trocarem a comida enlatada, congelada e processada por alimentos frescos, saborosos e preparados com uma satisfação desenfreada, uma metáfora maravilhosa para como se deve viver a vida.

“Com relação à paixão, Julia Child não era apaixonada apenas pelo marido ou pela gastronomia, ela era apaixonada pela vida”, comenta Streep. “Ela tinha uma alegria de viver verdadeira e genuína. Ela adorava estar viva, uma inspiração para qualquer um.”

Julie e Julia
Meio século depois, em 2002, uma nova-iorquina, Julie Powell, estava prestes a completar 30 anos, frustrada como escritora e com sua rotina no emprego público numa organização dedicada à reconstrução da área do World Trade Center depois dos atentados de 11 de setembro e ao auxílio às famílias das vítimas até seu restabelecimento. Em um impulso para mudar de vida, ela decide preparar todas as receitas da obra-prima de Child – 524 receitas em 365 dias – enquanto acompanha a façanha por intermédio de um blog. Com o apoio do marido, Eric — que se satisfazia em devorar os frutos do seu trabalho — Julie começou a detalhar os altos e baixos do seu desgastante projeto.

Hoje, blogar já faz parte das nossas vidas, mas em 2002, Powell foi uma pioneira na “blogosfera”. “No início da sua empreitada”, explica Mark, “Julie talvez nem se desse conta de como aquilo tudo era ambicioso. Mas como ela estava obviamente se divertindo e os resultados eram absolutamente deliciosos, a coisa toda se tornou mais facilmente administrável.”

Julie e Julia
Powell se tornou uma blogueira tão popular que, assim como Child, teve sua própria aventura culinária publicada: Julie & Julia: My Year of Cooking Dangerously foi editado pela Little, Brown, em 2005. Porém, antes mesmo que Powell tivesse assinado um contrato editorial, o produtor Eric Steel já a havia notado, a partir do seu perfil publicado no New York Times, escrito pela crítica gastronômica, Amanda Hesser. “Julie foi realmente uma das primeiras blogueiras a extrapolar os limites fechados por onde orbitam algumas dessas pessoas”, observa Steel. “Ela tinha um público leitor. À época em que eu a conheci, ela já tinha milhares de pessoas lendo seu blog todos os dias.”

À mesma altura, a produtora Amy Robinson pensava em transformar a história de amor de Julia e Paul Child em um filme. Como Steel detinha os direitos sobre a história de Powell, Robinson propôs que eles combinassem suas narrativas. “Eu vi que era possível combinarmos as duas coisas, esses dois casamentos, essas duas mulheres procurando descobrir quem elas são’,” afirma Robinson.

Julie e Julia
A sensibilidade e inteligência do projeto, assim como o tema gastronômico relacionado à vida, atraíram o interesse da roteirista e diretora Nora Ephron, e o produtor Laurence Mark e o produtor executivo Scott Rudin assumiram a dianteira do projeto.

“Assim que ouvi a ideia, eu pensei: ‘Eu preciso fazer esse filme’”, conta Ephron. “Em 1962, mais ou menos, quando eu me mudei pela primeira vez para Nova York, todo mundo comprava um exemplar de Mastering the Art of French Cooking – era uma maneira de dizer que você era inteligente e, por isso, iria cozinhar como as pessoas inteligentes cozinhavam. Então, Julia Child se tornou uma amiga imaginária para mim e para milhões de mulheres que compraram o seu livro e, passados tantos anos, eu acho que o mesmo se aplica a Julie Powell.”

“Quando eu comecei, eu nunca pensei que teria um livro nem que esse livro fosse ter seus direitos adquiridos para o cinema, que Nora Ephron fosse escrever e dirigir o filme e que Meryl Streep e Amy Adams fossem estrelá-lo”, comenta Julie Powell. “Elas produziram um filme lindo, um filme sobre o casamento, sobre ter coragem para criar quem você quer ser. Toda essa experiência tem sido espetacular.”

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