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Cinema Especial - Ninja assassino


Ninja Assassino tem direção de James McTeigue, e roteiro de Matthew Sand e J. Michael Straczynski. No elenco do filme estão o astro pop coreano Rain, Naomie Harris, Ben Miles, Rick Yune e o mestre das artes marciais Sho Kosugi.
Apesar de serem considerados mitos, para as suas vítimas eles são bem concretos. Suas espadas e shuriken, as lâminas que se atiram com a mão, voam com rapidez e, num piscar de olhos, cortam os ossos, provocando um esguicho de sangue por onde passam. Esses mestres da dissimulação e agentes da morte atacam sem avisar, como fantasmas que disseminam o medo entre os inimigos. Ninguém está a salvo. Ninjas são grupos especiais no mundo das artes marciais, e o diretor James McTeigue, os produtores Joel Silver, Andy e Larry Wachowski, e Grant Hill queriam transportá-los para as telas como nunca antes se viu.
Ninja assassino

Afirma o produtor Silver: “Todos nós acreditamos que o filme puramente sobre artes marciais é um subgênero que ainda não foi valorizado nos Estados Unidos. Sempre quisemos fazer alguma coisa com a lenda dos ninjas, que remonta ao século XIV, e inserir estes assassinos misteriosos no mundo moderno”.

Os realizadores queriam utilizar a estrutura clássica do filme de ninja, na qual um mestre enigmático apanha crianças para se tornarem terríveis lutadores ou assassinos, aqueles que as pessoas do “mundo real”, no filme, acreditam ser apenas uma lenda. Isto, é claro, até que os dois mundos se encontrem e os incrédulos vejam com seus próprios olhos no que consistem as artes marciais.

“Os ninjas eram personagens obscuros, sempre saindo das trevas”, diz o diretor McTeigue, que lembra ainda a influência de sua infância na Austrália. “Tínhamos os animês do Japão e muitas séries de televisão, como Samurai e Agentes Fantasmas, com elementos folclóricos dos ninjas, nos quais os personagens cresciam em orfanatos ou coisas assim. Neste filme, falamos desses elementos clássicos, mas acrescentamos um clima de fillme noir.

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“Não é segredo que todos nós, mas principalmente Larry e Andy, temos muita afinidade com a cultura japonesa e seu modo de contar histórias”, adianta o produtor Hill. “Porém, qual seria a roupagem dos ninjas no século XXI?”.
Este foi o desafio enfrentado pelos roteiristas Matthew Sand e J. Michael Straczynski, chamados para escrever o roteiro. “Frequentei aulas de caratê desde o tempo de escola, e as artes marciais fazem parte da minha vida há muito tempo”, diz Sand. “Por isso, escrever o filme ninja que sempre tive vontade de fazer foi um sonho que se tornou realidade”.

“Sempre gostei demais desse gênero, mas tinha a impressão de que há muito tempo ninguém fazia um filme ninja sério, pelo menos no Ocidente”, assinala Straczynski. “Os ninjas foram tão usados nos efeitos humorísticos… era como se ninguém mais os levasse a sério. Agarrei com o maior interesse essa oportunidade de fazer um filme em que os ninjas fossem apresentados como aterrorizantes mesmo. E trabalhar com os irmãos Wachowski é sempre gratificante, além de intelectualmente estimulante, pois a cabeça deles dois funciona a mil por hora, e você tem que ficar esperto para acompanhar”.
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O roteiro começou a tomar forma. Sand conta: “É a história das origens. O orfanato – a ideia dos ninjas como uma família distorcida – e um homem, Raizo, impingido como pai substituto, ainda que fosse o pai mais terrível que se possa imaginar. O que Raizo encarna como personagem é exatamente o cerne dos ninjas. Eles o fizeram assim. A motivação de um amor perdido, a reação dele, e a não transformação no que eles pretendiam, juntamente com a história da agente que investiga os clãs, tudo isso compôs um tipo diferente de filme ninja, como eu nunca tinha visto antes”.
Para garantir que o filme saísse como eles de fato queriam, foi preciso encontrar o Raizo perfeito: alguém não apenas capaz de assumir as exigências físicas do lado guerreiro do personagem, mas que fosse um líder convincente.

Silver recorda: “No dia em que Rain fez a primeira cena de Speed Racer, os irmãos Wachowski me chamaram e disseram, ‘Esse cara é incrível. É natural. É aquilo com que sonhamos’. E começaram, de imediato, a planejar Ninja Assassino”.
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McTeigue afirma: “Mesmo sendo um papel relativamente pequeno, a adequação física de Rain era tamanha que, se fôssemos fazer o filme ninja padrão, ele seria o escolhido”. “Quando estávamos trabalhando no filme, Larry e Andy me perguntaram se eu teria interesse em fazer um ninja”, lembra Rain. “Como eu poderia recusar? Respondi: ‘Avisem quando e onde, que eu vou estar lá’”.
Embora Rain interprete Raizo, o papel principal, os realizadores sabiam que a atração principal de Ninja Assassino seriam as sequências de artes marciais e, para tanto, precisavam do que houvesse de melhor. Chamaram os conceituados coreógrafos de elenco Chad Stahelski e Dave Leitch – que já tinham trabalhado com os Wachowski, Silver e Hill desde os dias de Matrix, e que passaram a coordenadores em V de Vingança, com McTeigue –, para auxiliar na definição do estilo de luta mais adequado ao tipo de filme que queriam.

“Neste filme, não queríamos nos basear em trabalho mecânico, recursos de câmera nem efeitos visuais”, afirma Silver. E explica: “Queríamos a verossimilhança, ver e acreditar que aquilo está acontecendo na sua frente. Chad e Dave pensaram grande e trouxeram os melhores de cada especialidade: praticantes de corrida livre e enduro, acrobatas, o pessoal da equipe de Jackie Chan. Todos trabalharam em conjunto para realizar sequências fantásticas, que superaram em muito o que imaginávamos”.
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O personagem Raizo, interpretado por Rain, foi levado criança para o orfanato dirigido por Lorde Ozunu, chefe do Clã Ozunu. Ali, Raizo foi treinado para ser um assassino impiedoso, mas encontrou também sua alma gêmea, Kiriko, outra jovem em treinamento. Ocorre que o terrível destino dela marcou Raizo, e ele rejeita o clã, fazendo com que a missão de sua vida seja deter esse clã. O principal objetivo de Raizo é trilhar o caminho de volta ao lugar secreto do orfanato do Clã Ozunu, para ter certeza de que nenhuma outra criança será sequestrada, brutalizada, nem transformada em assassino. Ao mesmo tempo, deve evitar que sejam mortas.
Silver comenta: “Raizo é autêntico, procura de fato superar o destino que lhe deram, rejeitar o monstro que o treinou, e tornar-se uma pessoa melhor do que aprendeu a ser”.

“Raizo é um tremendo assassino, um dos melhores alunos que Lorde Ozunu já teve”, diz Rain. “Mas a violência está dentro dele, e disso ele precisa escapar. Ninguém pode sair dali às claras. Para tanto, precisa trair Ozunu, que não vai se deter diante de coisa alguma para destruir Raizo. Sendo assim, Raizo leva uma vida tranquila e anônima, sabendo que, um dia, Ozunu vai encontrá-lo”.

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O papel de Raizo exigia um ator de muita intensidade, que transmitisse bastante emoção de maneira sutil. “Rain é esperto e intuitivo, além de muito dedicado”, diz McTeigue. “Foi um prazer trabalhar com ele”. Silver acrescenta: “Rain tem mesmo uma personalidade marcante. Não se consegue tirar os olhos dele; ele comanda a cena”.

Vivendo no mundo exterior, Raizo tem que estar sempre um passo adiante do clã. Mas os assassinatos estão sendo apurados e uma investigadora da Europol esbarra na ideia dos nove clãs ancestrais que treinavam assassinos – os ninjas – para matar por dinheiro, ao preço de meio quilo de ouro. Ela chega muito perto, e fica marcada para morrer pelo Clã Ozunu. Raizo salva sua vida, e eles são forçados a fugir juntos.
Naomie Harris interpreta a agente Mika Coretti. “Gostei demais da personagem e me identifiquei com Mika”, conta Harris. E justifica: “Ela é diferente das personagens que vivi antes. Gosto de sua paixão e entusiasmo; ela acredita que tudo é possível, e eu sempre acreditei nisso também, que o fantástico é possível”.

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“Naomie entendeu exatamente o que pretendíamos fazer”, diz McTeigue. “A personagem Mika é muito forte, Naomie viu isso e deu vida a ela”. Sand diz: “Mika investiga esse mito estranho, essa lenda, os boatos. Sua obsessão a leva a correr sério risco, mas também a conduz no rumo da verdade”.
Naomi Harris comenta: “Para Mika, seu trabalho é tudo na vida. E assim, quando encontra algo, é como um cachorro com um osso: não o larga até o fim. Gosta de juntar peças de um quebra-cabeça. Encontrou muitas evidências para provar que os ninjas existem, e não vai deixar isso escapar”.

O primeiro desafio de Mika é convencer seu chefe, Ryan Maslow, de que procura algo que realmente existe. O ator britânico Ben Milles, que interpreta o agente cético, diz: “Faço um tipo de policial durão. Uma de suas jovens investigadoras, Mika, chega com uma intriga aparentemente sem nexo, sobre ninjas que matam gente agora, no século XXI. Ele lhe diz que ela não deve levar essa história a sério, de sujeitos vestidos de preto, circulando por aí com espadas para acabar com políticos do alto escalão. Porém, Maslow nem sempre toma as coisas ao pé da letra, adotando às vezes caminhos pouco convencionais. Pode ter seus próprios planos e, assim, deixa que ela vá em frente. O filme está cheio de suspense em vários níveis – em quem se pode confiar ou não, de que lado se deve ficar. É simultaneamente um thriller, filme noir e de artes marciais”.

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Miles, que trabalhou com McTeigue e os produtores pela primeira vez em V de Vingança, gostou de revê-los profissionalmente. “Eles têm entusiasmo e são meio imprevisíveis; foi muito divertido. Para se conseguir tanta ação, é preciso entrar no clima”.

A investigação de Mika ajuda Raizo em sua volta às origens: o orfanato e o mestre, Lorde Ozunu. Lendário artista marcial e veterano ator de cinema ninja, Sho Kosugi – que participou de mais de 300 campeonatos e diversos filmes, incluindo cinco de ninjas – assumiu o papel problemático para os realizadores.

"Quem assistiu a qualquer filme ninja a partir dos anos 1980, sabe que Sho Kosugi é o ninja”, garante McTeigue. E continua: “Era a única pessoa capaz de comunicar a disciplina de Lorde Ozunu. Ele incorporou o mestre do clã”. Com certeza, o ator não se parece nem um pouco com o personagem. “Sempre que precisava fazer algo rude ou agressivo, ele fazia, mas assim que eu dizia ‘corta’, ele falava, ‘Meu Deus, que homem mau, esse mestre do clã!’ E começava a rir”.

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Apesar de representar um homem mau, Kosugi – que estudou artes marciais desde os cinco anos de idade e pratica até hoje três horas por dia – envolveu-se realmente na criação do personagem. “Fiquei chocado quando li o roteiro, ao ver o nome Ozunu. Achei curioso, porque a maioria das pessoas não sabe que existiu um Ozunu de verdade, nascido na região de Kinki, antepassado dos Shugenja, guerreiros das montanhas que praticavam Shugendô. É o antecessor do Ninjutsu. Quer dizer que a pesquisa foi bem feita. Fazer esse papel foi uma honra para mim”.

A principal arma de Ozunu na luta contra Raizo e a Europol é seu protegido e anteriormente “irmão” de Raizo no clã, Takeshi, representado pelo ator coreano-americano Rick Yune. Ele tem algum conhecimento de artes marciais, tendo participado das seletivas para as Olimpíadas na modalidade de Taekwondo, o esporte nacional na Coreia, quando tinha 19 anos. “Ozunu é a figura do pai para Takeshi, ele quer seguir seu exemplo, ser leal”, sugere Yune. “Esta é a família de Takeshi, e para isso foi educado. Ele é tudo que Raizo não quer ser”. O ator encontrou a essência do personagem em um trecho do roteiro. “Ali diz que os ninjas matam somente dois tipos de pessoa: aquelas para as quais são pagos para matar e as que se metem no seu caminho. Tudo o que Takeshi quer é ser o melhor ninja possível e se aproximar de Ozunu, considerado seu pai. Deste modo, ele vive segundo seu próprio código, para continuar fiel à família, ao clã”.

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A única amiga de Raizo no orfanato é Kiriko, representada por Kylie Liya Goldstein em menina, e por Anna Sawai na adolescência. Ela tenta convencer Raizo de que existe uma vida melhor fora do dojô, onde se treinam as artes marciais, e longe do clã. Seu castigo por tentar fugir torna-se o catalisador da deserção de Raizo.

No filme, Ozunu sequestra crianças em todo o mundo – aparentemente, crianças abandonadas –, leva-as para o clã e lhes dá uma família. Revela McTeigue: “No início, o que fizemos para encontrar as crianças foi passar em vários dojôs de Berlim, onde íamos filmar. Depois, as levamos para treinar por alguns meses e elas fizeram os outros órfãos que viviam no clã, juntamente com Raizo e o jovem Takeshi, como irmãos.

Fazer parte desse tipo de família pressupõe treinamento em várias disciplinas, por muitos anos, até se tornar uma máquina de matar, um assassino que age sem hesitar.

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