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Cinema Especial - Preciosa

Daiblog Especial Preciosa
O produtor e diretor Lee Daniels fez a leitura de Push, o romance de Sapphire, pela primeira vez, logo que o livro foi publicado, no ano de 1996. “Tive que respirar fundo, porque me afetou demais. Eu conhecia muitas pessoas que estavam a um passo de serem os personagens do livro – foram identificáveis para mim, em todos os níveis humanos”. Daniels também se identificou com a ambientação do livro, que é feita na década de 80. “Tenho familiaridade com a linguagem, com as palavras e termos políticos e culturais sobre os quais ela escreveu, pois aquele era o meu mundo, à época. E, é claro, eu reagi da forma como todo mundo faria, ao ler – reconheci a honestidade na forma de sua narrativa da história”.

Push foi o primeiro romance escrito por Sapphire, uma poetisa residente em Nova York, previamente conhecida por suas performances e sua poesia, com participação da coleção American Dreams (1994), que contém retratações sobre as vidas das pessoas vítimas da pobreza, violência e abuso. “Essas pessoas não são invisíveis”, conta Sapphire. “Nós ouvimos falar sobre elas todos os dias. Mas elas são muito mal interpretadas, e eu quis mostrar o que existe por trás das estatísticas”. Assim como a Srta. Rain, em seu livro, Sapphire trabalhou no Harlem, lecionando e escrevendo para adolescentes e adultos. “A inspiração para retratar Precious foi sua resignação, inteligência, e a beleza de tantas das jovens a quem lecionei, e acabaram perseverando, apesar das circunstâncias terríveis de suas vidas”, conta ela.

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Sob todos os aspectos, Push é um livro extremamente chocante que apresenta grandes desafios aos leitores. “Eu realmente tentei forçar todos os limites, pois senti que era preciso”, conta Sapphire. “As histórias que eu contei precisavam ser contadas”. Daniels e o roteirista Geoffrey Fletcher enfrentaram uma tarefa assustadora: fazer um filme que estivesse o mais próximo possível da verdade da alma do livro sem alienar o público, devido à pungência do conteúdo. “Nós sabíamos que não poderíamos contar exatamente da forma como havia sido escrito”, conta Daniels. “Seria simplesmente pesado demais”.

Daniels encontrou seu tom para Precious ao incorporar suas próprias lembranças de infância ao personagem da moça. “Eu nunca sofri abuso sexual, mas fui sofri abuso físico”, conta Daniels. “Quando aconteciam coisas ruins comigo, eu fantasiava”. Daniels relata uma lembrança ”Quando eu tinha doze anos, vi uma pessoa ser assassinada. Eu me lembro claramente de ingressar numa bolha e me transformar num príncipe de roupa prateada. Eu simplesmente fiquei ali, para que não sentisse a dor. Minha imaginação foi a forma de Deus para me proteger e manter minha sanidade”.

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Recorrendo à vida fantasiosa da infância de Daniels, o roteiro de Paul permitiu que Precious temporariamente escapasse de sua realidade cruel. Paul também elaborou alguns dos papéis coadjuvantes: O enfermeiro John (interpretado por Lenny Kravitz), mencionado apenas de relance no livro, foi um personagem essencial ao acrescentar compaixão ao mundo de Precious; e a recepcionista da escola alternativa, Cornrows (interpretada por Sherri Shepherd) teve seu papel incrementado por problemas com o namorado e um senso de humor insolente.

O financiamento para PRECIOSA veio através dos produtores Gary Magness e Sarah Siegel-Magness da produtora Smokewood Entertainment Group (SEG), que fizeram uma parceria com Daniels para a produção de “Tennessee”. “Eu não conhecia o livro anteriormente, mas logo descobri que se tratava de um livro importante, com forte efeito sobre vários de meus amigos que o haviam lido no Segundo Grau”, conta Sarah Siegel-Magness. “Quando eu e meu marido abrimos nossa produtora, estávamos decididos a contar grandes histórias. E isso é o que descreve Push. Realmente não importa qual é o seu nível sócio-econômico, pois o livro realmente irá prendê-lo”. Siegel Magness assumiu um papel significativo na produção e esteve presente no set de filmagens diariamente. “O apoio de Sarah foi inabalável”, conta Daniels. “Ela me dava muita força positiva, para que eu conseguisse dar o melhor de mim”.

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A seleção de elenco para PRECIOSA foi um desafio enorme. “Depois que você passa pelo pessoal inscrito através da agência, a realidade o assola”, conta Daniels. “Hollywood não produz especificamente esse tipo de garota”. Os produtores passaram a realizar testes de elenco em Los Angeles e Nova York, liderados pelo diretor de elenco Billy Hopkins. “Nós selecionamos um grupo de dez garotas de Nova York, Nova Jersey, e Maryland”, conta a produtora executiva Lisa Cortés. “Nenhuma delas havia atuando antes, mas tiveram uma postura muito forte durante os testes e retratavam Precious de forma bem apropriada”. As dez jovens foram colocadas em “treinamento coletivo”. “Foi um tipo de ‘American Idol,’” conta Daniels. “A cada semana elas iam progredindo em suas performances e eu eliminava algumas”. Ainda assim, Daniels não estava satisfeito. “Não havia ninguém que desse a impressão de estar inteiramente de acordo com o leque de emoções que o personagem abordaria”, conta Cortés. Então, apesar da proximidade da data do início das filmagens, Daniels disse a Hopkins que recomeçasse a seleção de elenco.

Gabourey “Gabby” Sidibe, uma jovem de 24 anos, residente do Harlem, não estava planejando fazer o teste, nem tinha qualquer ambição de ser atriz. “Eu não achei que conseguiria o papel”, ela relembra, “então, para que perder tempo?” Mas um amigo a incentivou e, coincidentemente, sua mãe, Alice Tan Ridley, já tinha se apresentado para interpretar a mãe, numa produção anterior, portanto, Gabby já havia lido o livro. Quando ela fez a leitura para o papel, ela o fez como um exercício de mímica, mas sua retratação física deixou os diretores sem palavras.

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As gravações do teste de Sidibe impressionaram outros membros da equipe de produção, o que resultou em um segundo teste, no dia seguinte, quando ela conheceu o diretor, Lee Daniels. “Nós passamos algumas horas conversando sobre o personagem”, conta Daniels, “Gabby falou muitas coisas certas, o que me levou a crer que ela compreendia Precious, mesmo discordando de mim, em determinados aspectos do comportamento do personagem, baseada em suas próprias experiências, na vida real. Ela não estava puxando o saco de ninguém para conseguir o papel, ela dizia o que achava e me deixou impressionado”.

Sidibe relembra a reunião “Nós ficamos conversando e eu estava ficando meio inquieta quanto ao início do teste, foi quando ele disse, de repente, ‘eu a quero no meu filme’, e eu disse ‘mas...’ e ele disse ‘Não tem mas, quero que você interprete Precious’. E eu comecei a chorar. Foi uma reação muito clichê, mas tudo aconteceu muito rápido: o primeiro teste foi na segunda-feira e isso aconteceu na quarta”.

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Sidibe usou uma técnica muito simples para interpretar Precious e guiá-la ao longo do teste. “Acho que Precious se sente a pessoa mais horrível da turma”, conta ela. “Essa é a sua tristeza, ela está lutando para ser outra pessoa, pois ela pensa que não é. Eu conheci muitas garotas como Precious. Ela também está em mim. Eu não sinto isso há muito tempo, porque já cresci e passei a ver que sou normal e nem existe algo como alguém ‘normal’”.

A escolha de último minuto de Sidibe significava que ela teria seis semanas para se preparar para o primeiro dia de filmagem. Apesar de seu nervosismo inicial, uma vez ambientada no set, ela logo se entrosou. “Gabby está vivendo sua própria verdade”, conta Daniels. “Mesmo um ator bem experiente não consegue aturar aquela verdade”. Sidibe concorda: “Para mim, não chega a ser tão difícil viver as emoções de Precious porque o roteiro é muito aberto. Eu sinto as emoções de Precious, por isso, eu consigo ficar triste e choro, quando é preciso fazê-lo”. Mo’Nique, que interpreta Mary, a mãe de Precious, explica: “Nós somos gordas e choramos muito! Por isso temos tanta facilidade de chorar. Somos xingadas de porcas gordas, gorduchas, bolotas! Então, algumas dessas lágrimas são bem reais”.

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Por mais difícil que tenha sido a escolha da atriz para o papel de Precious, Daniels sentiu que a seleção para o papel de Mo’Nique foi ainda mais difícil. “Foi complicado encontrar Precious, mas depois de encontrá-la, ela se torna a heroína e tem toda a compaixão do público. Mas quem será a pessoa a interpretar um personagem tão macabro como a Mary e fazer com que ela seja convincente?” A imagem de Mo’Nique, como uma grande comediante, era uma escolha muito improvável para vivenciar a zangada e sádica Mary, mas Daniels já vira a performance dramática de Mo’Nique, quando ele teve sua estréia como diretor, no comando do longa-metragem “Shadowboxer”. “Mo’Nique deu um rosto a Mary”, conta Daniels. “No livro, não é explicado o motivo para que Mary faça as coisas do jeito que faz, mas a performance de Mo’Nique nos ajuda a entendê-la”.

Mo’Nique concorda que a maioria das pessoas poderia chamar Mary de monstro. “Ela não sabe ser de outro jeito”, explica ela. “O que ela pensa é ‘Não vou tomar banho, não vou me cuidar, nem cuidar de minha filha, não vou cuidar de nada’. Ela vai afundando cada vez mais naquele lugar horrível. Mas o que aconteceu em sua vida para que as coisas ficassem assim?” Daniels acrescenta: “Como cineasta e contador de histórias, eu sempre busco uma área neutra, e foi isso que Mo’Nique me ajudou a conseguir com Mary. Todo mundo, até mesmo a pessoa mais perversa, um dia foi o bebezinho de alguém”.

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Os problemas de Precious se agravam ainda mais pelo fato de que ela é analfabeta. Ela se matricula numa escola alternativa, cujo programa é Cada Um Ensina Um (Each One Teach One), onde estuda leitura e escrita com um grupo de jovens, cujas vidas são tão difíceis quanto a dela. Paula Patton (“Déjà Vu”) interpreta o papel da Srta.Rain, a dedicada professora de Precious. “A Srta. Rain está lecionando o básico, mas também as ensina a respeitarem a si mesmas e aos outros”, conta Patton. “Ela é um tipo de mãe – mas é uma mãe durona. Essas garotas vêm da rua e se enxergarem algum tipo de vulnerabilidade, verão aquilo como uma fraqueza. Então, ela estabelece um limite: ou você está na turma dela para aprender, ou não fica”.

Daniels ficou surpreso com a interpretação de Patton ao retratar a Srta. Rain. “Eu sempre vi a Srta. Rain como alguém que tivesse tido uma vida semelhante à vida das garotas de sua turma”, conta ele. “Paula trouxe sofisticação e talento ao personagem da Srta. Rain e isso aumentou o contraste entre elas. A Srta. Rain é uma mulher afro-americana educada com um modo de pensar bem diferente de Precious. A Srta. Rain quer que Precious dê seu bebê para adoção, para que Precious e seu filho tenham uma vida melhor. Precious vêm do gueto e seu conceito é de que tem de cuidar do bebê, pois é de seu próprio sangue”.

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O músico roqueiro e ganhador do Grammy Lenny Kravitz interpreta John, um enfermeiro hospitalar que se interessa por Precious. “No livro, há um personagem hispânico que diz ‘força, Prescita, força!’, quando , Precious está dando à luz”, conta Daniels. “Geoffrey Fletcher aproveitou esse momento para dar continuidade ao seu papel ao longo da história”. Uma amizade verdadeira se desenrola entre John e Precious, enquanto eles estão no hospital, e prossegue depois. É para ele que ela corre depois de deixar a casa da mãe, com seu bebê. “John tem um passado sombrio, já esteve na prisão”, conta Daniels, “mas ele realmente se preocupa com Precious. Como se fosse seu anjo da guarda na vida real e passa a protegê-la”.

Quando Precious faz sua primeira visita à escola alternativa, ela conhece a recepcionista, Cornrows, interpretada por Sherri Shepherd, atriz comediante e co-apresentadora do programa The View, da Rede ABC. “Quando Precious entra, Cornrows é meio áspera com ela”, conta Shepherd. “Precious a interrompe, no meio de uma discussão com o namorado, mas há algo na personalidade de Precious que atrai Cornrows, mais do que qualquer outra garota da escola”.

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Assim que chegou ao set de filmagens, Shepherd percebeu que Daniels não deixaria que ela recorresse ao tipo de personalidade comum. “Eu cheguei e fui fazer maquiagem, colocar a peruca, e ele disse ‘Não quero nada de Sherri! Talvez eu tenha que colocar algo para esconder seus seios!’ E eu disse ‘Lee, eu adoro meus peitos, não os esconda! Não tire a minha peruca!’ Mas eles tiraram a peruca e fizeram trancinhas afro coladas à cabeça, colocaram ombreiras e passaram batom preto e esmalte dos anos 80. Vou lhe contar, quando você está de trancinhas afro, sua cabeça fica tão repuxada que é quase como se tivesse feito uma plástica!”

Daniels misturava o elenco inteiro, deixando todos bem à vontade. “Nós fazíamos uma cena”, conta Sidibe, “e o roteiro trazia algo bem simples, como A, B e C farão isso. Mas Lee acrescentava D e F e mais um monte de coisas! Era uma montanha russa e sempre tinha alguma surpresa”.

“Ele sai do espaço comum e vai ao inesperado”, conta Patton. “Ele me forçou além dos meus limites, para que eu fosse cada vez mais fundo”. “Ele não aceita não como resposta”, conta Mo’Nique. “É tipo ‘Nós podemos passar a noite inteira aqui, mas é isso que eu preciso que você faça’”.

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Quando uma atriz deixou o projeto, no último minuto, a super estrela Mariah Carey, amiga de Daniels há longa data e uma das estrelas de Tennessee, seu filme anterior, entrou em cena para assumir o papel da Srta. Weiss, assistente social de Precious. “Eu insisti para que ela entrasse no set com o mínimo de antecedência”, conta Daniels. Carey teve de dividir um trailer e veio com apenas um guarda-costas, não com sua turma habitual. Ela não teve tempo de estudar o personagem e precisou interpretar cenas com Mo’Nique e Sidibe, que há haviam tido meses de preparação. “Embora Krystal, personagem de Mariah em Tennessee fosse isenta de glamour, ela era bem sexy”, explica Daniels. “A Sra. Weiss realmente não tem glamour algum. Para ela, é difícil fazer isso, mas eu também acho que é uma grande experiência de amadurecimento para ela”.

Susan L. Taylor, fundadora da Revista Essence, interpreta a fada madrinha, numa fantasia que inspira Precious. “A primeira fantasia do filme é um desfile de modas, no qual Precious se imagina como modelo”, conta Daniels. “O personagem de Susan dá a ela um lenço alaranjado. Esse lenço ganha grande ressonância na história”. A escolha de Susan Taylor não foi casual. “Susan Taylor é um ícone para muitas mulheres”, conta Cortés. “Sua inclusão diz muito a respeito de sua habilidade de transcender, de seu amor próprio”.

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Praticamente todas as cenas do filme foram rodadas na Cidade de Nova York, no final do ano de 2007. As únicas exceções foram o apartamento de Precious e Mary e a cena da fantasia com dança, ambas feitas em estúdio. As locações foram desde Inwood, bairro ao norte de Manhattan (passando a 200th Street), até o Harlem, chegando ao Hopital de Coney Island, onde foram filmadas as cenas em que Precisous tem seu bebê. A escola alternativa foi construída num andar vazio de um prédio municipal do Brooklyn, próximo à Prefeitura.

Trabalhar nos conjuntos habitacionais lotados foi difícil para a equipe de produção, mas isso acrescentou grande autenticidade ao filme. Embora fossem longas horas de trabalho, em péssimas condições meteorológicas, todos estavam de bom astral, principalmente pela exuberância do diretor e da jovem estrela.

“Todos os dias eu aprendo algo com Gabby”, conta Daniels. “Sabe, ela incorporou essa menina e ainda a vive. As pessoas têm uma certa pré-disposição em relação às pessoas obesas. As pessoas olham para trás para espiar. Não vou fingir que não o fazem, pois fazem e eu já estive caminhando com ela e fizeram isso. Mas Gabby tem consciência de quem ela é e tem muito orgulho disso”.

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“Eu adoro o meu visual”, diz Sidibe. “Nunca serei tamanho P. Simplesmente não sou estruturada dessa forma. Portanto, preciso trabalhar com isso, pois é o que tenho. E eu adoro! Uma coisa que acho muito empolgante nesse filme é que tive a oportunidade de conhecer Mo’Nique, que tem tudo a ver com o fato de deixar as pessoas se sentindo à vontade quanto aos seus corpos”. A voz de Sidibe falha, quando ela conta sobre seu primeiro encontro com Mo’Nique. “Eu disse a ela ‘Eu costumava assisti-la na TV e desejava poder ser como você, e fazer o que você faz’. E ela foi tão legal, ela simplesmente sorriu e disse ‘Mas você é, querida. Você está fazendo’”.

Embora Sidibe certamente nunca tenha tido de enfrentar o tipo de dificpuldade que Precious enfrenta, o caminho de Precious está bem espelhado na jornada de Gabby para sua aceitação pessoal e seu fortalecimento. “Precious mata um leão por dia”, conta Daniels. “Ela é muito imune à dor e ao ridículo e lentamente descobre que é bonita. É uma descoberta lenta, mas aconte. Nós sabemos que ela vai ficar bem. Ela aprende a amar a si mesma”.

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A palavra ‘push’ (força) é freqüentemente associada ao despertar e ao crescimento: ela fortalece seu corpo, abre portas, é gritada no momento do parto. ‘Força!’ é um comando, mas é algo que ninguém pode fazer por você. “‘Push’ significar fazer força com a mente”, diz Sidibe. “Não se contente em ficar onde está. Se você se vê entre uma rocha e um lugar difícil, força, faça força para passar. Sempre há espaço para ir mais longe. Você é melhor do que é agora. Tudo que tem a fazer é força”.

“Todos nós temos nossa própria jornada e destino, e é uma luta diária passar ao minuto seguinte”, diz Daniels. “Mas se a Precious consegue passar pelo que ela passa, isso significa que todos nós também conseguimos”.

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