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Cinema Especial - O preço da traição


Para elaborar o roteiro que conta uma atraente e instigante intriga erótica, o produtor Ivan Reitman entrou em contato com Erin Cressida Wilson, que já havia trabalhado no roteiro de Secretary and Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus; um trabalho profundamente admirado pelos produtores. “São roteiros maravilhosos”, conta Reitman. “Particularmente, o de ‘Secretária’ que continha o tipo de erotismo irônico e incomum que achei ser ideal também para esse filme”. Eles começaram a parceria que já dura quatro anos. “A grande piada é que comecei a escrever esse filme quando eu era a Chloe e agora sou a Catherine; esse foi o tempo que levou para ser escrito”, conta Wilson, dando uma risada, no set, em Toronto. “Esses personagens ainda me causam grande fascinação”.

Na primavera de 2007, Reitman mandou o roteiro para seu amigo, o cineasta canadense Atom Egoyan. “Nós abordamos o Atom para assumir a direção do filme porque, filosoficamente, há muita coisa nessa história que ele já abordou antes, em seus próprios filmes. Decididamente há uma forte ligação entre os trabalhos dele e CHLOE”, explica Reitman. De fato, há fatores em comum que também estão presentes em vários trabalhos de Egoyan: personagens ricos e complexos, a dinâmica da família; as diferenças entre o que é aparente e o que é realidade, e a natureza subjetiva da verdade. Tudo isso está entremeado ao longo do roteiro de CHLOE. No entanto, ao contrário de seus roteiros, essa é uma história linear. CHLOE representa o primeiro dos treze filmes já indicado ao Oscar que o próprio Egoyan não escreveu.
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Ao receber o roteiro, Egoyan teve seu interesse despertado em vários níveis. “Estou muito interessado no processo da narração da história, e na forma como as pessoas a contam, narrando suas próprias vidas, e CHLOE é realmente um exame maravilhoso, nesse sentido”, conta Egoyan. “Fiquei simplesmente radiante ao receber o roteiro, porque finalmente foi uma chance de trabalhar com Erin – sou um grande fã dela, desde suas atuações em peças de teatro e histórias eróticas; e, é claro, o fato dessa chance ter surgido através de Ivan Reitman, por quem tenho profundo respeito. Isso foi maravihoso…”
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Algumas visões do diretor Atom Egoyan, sobre CHLOE

Em primeiro lugar, CHLOE lida com a natureza da intimidade. Mas eu acho que o filme é essencialmente sobre aquilo que buscamos em um relacionamento – ver outra pessoa como gostaríamos de ser vistos e a idéia de proteger o direito que a outra pessoa tem de estar sozinha, de proteger sua solidão. Segundo Rilke escreveu, como parceiro, a pessoa tem o papel de proteger a vontade que o outro tem de estar só, no entanto, há um equilíbrio entre isso e a perda de alguém. Para mim, o filme é a respeito disso – como nos permitimos imaginar e fazer parte de um relacionamento.

Em qualquer relacionamento amoroso, você precisa se projetar, mas se não estiver plenamente consciente do que a outra pessoa pensa, as coisas podem tomar um rumo muito perigoso, até explosivo. É com esse território que o filme lida – tanto em relação à idéia convencional do casamento, quanto ao casamento inesperado, entre duas almas que estão em busca de algo que passam a acreditar terem encontrado uma na outra.
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E, de algumas maneiras, o filme também aborda a necessidade e o perigo da interpretação criativa do ser. No fim das contas, todos nós precisamos acreditar em certas histórias ou narrativas sobre nós mesmos. Todos nós precisamos sentir que temos algum controle na forma como essa narrativa evolui, embora talvez não possamos controlar as variáveis, pois não temos como prever todos os fatores emocionais que acabam entrando em jogo. Sempre há uma variável quando se lida com seres humanos. Somos almas inacreditavelmente complexas e sensíveis, e independentemente da forma como você acha que um relacionamento funciona, seus parâmetros sempre podem evoluir – portanto, precisamos investir em outras pessoas; temos que nos apaixonar, mas também necessitamos nos equipar da compreensão de quanto as pessoas são frágeis. Se não o fizermos, certamente haverá conseqüências.
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Sobre a produção

CHLOE foi filmado em Toronto, ao longo de 37 dias, de fevereiro a março de 2009. Embora a autora Erin Cressida Wilson originalmente tenha ambientado a história em sua cidade natal de São Francisco, uma vez que Egoyan se envolveu no projeto, ele persuadiu os produtores a transferirem as locações para Toronto. O produtor Joe Medjuck, que morou em Toronto por 15 anos e que chegou a dar aulas para Egoyan na Universidade de Toronto, conta: “Nós realmente adoramos a retratação de Toronto feita por Atom em Exotica e já que o filme poderia ser filmado em um centro urbano, nós pensamos, ‘Ora, por que não em Toronto, uma cidade que Atom compreende intimamente e onde ele poderia trabalhar com sua própria equipe”. A equipe de Egoyan inclui colaboradores de longa data como o premiado diretor de fotografia Paul Sarossy e o designer de produção Phillip Barker.
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A Cidade de Toronto tem uma presença muito forte no filme – desde os restaurantes, que incluem o Café Diplomatico e o The Rivoli; até locações como os hotéis The Windsor Arms e The Fairmont Royal York; passando por cenários de fundo como a CN Tower, a Art Gallery of Ontario, projetada por Frank Ghery e o Ontario College of Art, projetado por Will Alsop – que também passaram a ter papéis importantes no filme. “O aspecto mais inacreditável de CHLOE é o fato de estarmos desfrutando e celebrando Toronto e aproveitando todas as oportunidades de homenagear locais específicos”, conta Sarossy, muito entusiasmado. “Como cineastas, estamos freqüentemente rodando filmes que fazem a cidade se passar por outra, transformando Toronto em Nova York, Chicago, ou qualquer outra cidade, exceto a própria Toronto, portanto, essa foi uma maravilhosa oportunidade de apresentar a cidade e nós desfrutamos dessa liberdade ao contarmos a história”.
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Egoyan ficou muito entusiasmado com a possibilidade de mostrar a cidade. “O que mais me empolga, tanto quanto escolher esses atores fenomenais, é enraizar a história numa cidade que conheço tão bem”, explica ele. “Focar nessa época do ano, quando estamos saindo do inverno e aguardando a primavera, junto com nossa escolha de locações, visualmente explica a idéia de que as pessoas estejam tentando encontrar lugares para se protegerem do exterior tão brutal. As pessoas tentam se abrigar em áreas onde não estão expostas, ou onde se sentem protegidas, o que se torna uma metáfora da própria história, já que elas estão fazendo exatamente isso, em seus relacionamentos retratados no filme, portanto, acaba ficando bem interessante ter um estilo visual que também transmite a idéia de abrigo”.
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Com um consultório no charmoso bairro de Yorkville, em Toronto, e sendo freqüentadora assídua dos salões de chá e restaurantes e bares de hotéis de luxo, o mundo de Catherine e local de apostas de Chloe sugerem um certo glamour. Essa sensação tende a se esvaecer, à medida que a história segue em direção à casa de Stewart.

A “Ravine House”, em Toronto, construída pela arquiteta Drew Mandel foi escolhida para abrigar o lar da família Stewart. A casa apresenta uma série de cubos de vidro que pendem sobre uma floresta de ravina. Ela serviu como o cenário para inúmeras partes cruciais do filme, mas a suíte máster foi redesenhada pelo designer de produção Phillip Barker. O design de Barker se manteve fiel ao projeto conceitual da casa e sua estética, e incluiu obras de arte dos artistas canadenses Ed Burtynsky e Joanne Tod.
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A arquiteta Mandel visitou o set de filmagens em inúmeras ocasiões. “Fico honrada que a casa esteja sendo utilizada como um fator chave nesse filme. É como se eu tivesse secretamente colaborado com Atom e Philip”.

Um comentário:

  1. Anônimo12:33 AM

    Este filme tem duas atuações perfeitas, Julianne Moore e em especial a Amanda Seyfried que faz o papel de Chloe, título original do filme. Ela em todos os gestos, ações, está perfeita.Muito elegante, muito bonita, muita expressiva com seus grandes olhos, perfeita! Quanto a cena caliente, é uma cena intensa, de uma grande delicadeza, digna de um diretor sensível.Vale a pena ver o filme, devemos prestar atenção aos pequenos e grandes detalhes do filme , todos fazem a grande diferença. Temos uma bonita trilha musical ,temos a banda canadense Raised by Swans Agora, o mundo ainda precisa dar muitas voltas para as pessoas não serem preconceituosas, se ligaram em outras coisas e não ficarem se apegando a uma cena erótica, se é homo, se não é, se as atrizes são ou não são. É um trabalho de interpretação! Quanto atraso de pensamento. O filme vale por todas as cenas!!! Mas a resenha acima foi uma das poucos que eu gostei.Parabéns!

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