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Abertura do 21º Curta Kinoforum

Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

Conforme já foi dito aqui antes, duas pessoas foram escolhidas para cobrir o 21º Curta Kinoforum em São Paulo. Veja agora o texto de Tito Ferradans, especial para o Daiblog:

*Texto e fotos: Tito Ferradans.

A convite do Daiblog, fui fazer uma cobertura da sessão de abertura do 21º Curta Kinoforum, Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, que aconteceu nessa noite do dia 19, no SESC Vila Mariana. Na dupla (de dois), éramos eu e Henrique, colega fotógrafo e crítico apaixonado por cinema, representando o Michel, comandante do Daiblog, que mora em Brasília.

Investindo e mantendo o projeto – nascido no MIS (Museu da Imagem e Som) em 1990 – temos a (sempre presente) Petrobrás, o SESC SP e o Kinoforum (como figuras maiores). Um ponto ressaltado por vários dos discursantes é o grande crescimento do Festival a cada ano que passa, com mais curtas, mais países e ainda mais qualidade, consagrando-o indiscutivelmente o maior do Brasil, de toda a América Latina, e também como um dos maiores eventos de curtas metragens no mundo.
curta kinoforum 2010
Movimentação no local

Com o apoio do Kinoforum, o Festival na verdade é a “apresentação” de um ano inteiro de trabalho, afinal a produção não pára, e o conjunto pode ser analogamente comparado com um grande projeto de pesquisa cinematográfica, de desenvolvimento e linguagem em curta duração.

No festival, que atinge a maioridade esse ano (21 edições!) teremos mais de 400 curtas, de 49 países, sendo 219 deles brasileiros. Tudo acontece entre os dias 19 e 27 de Agosto, com projeções no CineSESC, MIS, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Espaço Unibanco de Cinema, CinUSP, Cineclube Grajaú e na Cinemateca Brasileira. A Cinemateca, por sinal, será palco de um seminário para uma discussão sobre produção e distribuição (comercialização) de curtas, no mercado brasileiro. Afinal, quem é que ganha dinheiro com curta? Ninguém.
curta kinoforum 2010
A abertura foi no Sesc Vila Mariana

O que existe mesmo é o fato de que curtas são como laboratórios, é um produto onde você vai testar idéias, conceitos, histórias, e se ele alcançar o público desejado, pode ser usado como trampolim para o grande mercado cinematográfico mundial. Foi abordada também, brevemente, a questão das mídias digitais e a distribuição entre o próprio público, utilizando iPods, iPads, celulares e outros aparelhos portáteis multimídias, muitíssimo adequados ao formato do curta, e que também podem mudar a visão do público sobre o formato e suas muitas riquezas e vantagens.

Após as sessões, nos diversos cinemas, teremos conversas com os diretores dos curtas, todos os participantes brasileiros foram convidados a comparecer, assim como os participantes internacionais, que acompanham suas obras passeando pelo mundo. Acontecerão também oficinas diversas, encontros de crítica, panoramas, etc, porque “Cinema é contato!”. Não falta programação, como dá pra notar, explorando o site oficial do evento.
curta kinoforum 2010
Em 2010 está acontecendo a 21ª edição do festival

Depois de quase uma hora de agradecimentos e discursos, tivemos a tão esperada sessão de abertura do Festival. Sentados na sala de mais de duzentos lugares, cercados de produtores, diretores, atores, atrizes, e tudo quanto é gente relacionada a cinema, nada mais adequado que uma seqüência de cinco curtas fantásticos. Em ordem, Six Dollar Fifty Man (Nova Zelândia), Math Test (Coréia do Sul), Las Pelotas (Argentina/Suíça), The Spine (EUA) e Recife Frio (Brasil).
curta kinoforum 2010
Imprensa cobrindo o evento

Queria comentar todos os filmes, mas ia ficar um post grande demais, e eu posso acabar destruindo a graça dos mesmos. Fica para a próxima. Após a sessão de curtas, nos deparamos com um coquetel de primeira, na área aberta do SESC para todos ali presentes, afinal, é nos coquetéis que rola o social, o networking e tudo mais que toca o cinema pra frente, tudo que rola ANTES das produções, desde a “venda” de idéias à apresentação de novos contatos.

Não ficamos muito tempo na festa porque não tínhamos contatos, nem muito tempo pra ficar saboreando guloseimas. Já era tarde, depois das 23h30, e fomos caminhando até o metrô. Henrique pegou seu rumo de volta pra São Bernardo, e eu de volta para a Paulista. Foi deveras interessante e garanto que estarei presente em algumas das sessões do Festival, ao longo da semana.

Um comentário:

  1. Ei, Michel!

    Parabens pela cobertura do evento. O texto deste jovem está ótimo.

    Abs ;-)

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