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#960-Os Pinguins do Papai

*Por Ray de Aguiar - raydeaguiar@daiblog.com.br

Comédia é quase um sinônimo de Jim Carrey. Conhecido pelas caretas e imitações, o ator se consagrou em filmes como O Máskara, Ace Ventura, O Mentiroso, Todo Poderoso, entre tantos outros. A grande maioria se mostrou um humor diferente que conquistou plateias ao redor do mundo. Por toda essa trajetória, é uma pena que Os Pinguins do Papai não seja lá essas coisas.

Carrey (Sim Senhor, Número 23, Desventuras em Série) interpreta um incorporador de imóveis que compra edifícios velhos e constrói edifícios novos no lugar. É o típico personagem que usa terno e gravata, que só se importa consigo mesmo e com os lucros de seu trabalho. E aí algo surge na sua vida que irá fazer com que ele veja a importância do carinho, do amor e da amizade. Nesse caso, são os pingüins do título, que ele recebe de herança. A partir daí, seguem-se cenas feitas exclusivamente para forçar uma risada, como a cena de um pingüim com flatulência, repetida diversas vezes. Para um filme de Jim Carrey, esses momentos acabam se tornando óbvios demais. Chega a lembrar até alguns filmes recentes do Adam Sandler, como Esposa de Mentirinha, no qual há um humor meio escatológico.

Existe também aquele clima forçado, que mostra ele aprendendo o real valor da vida. Sua ligação com os pingüins o faz perceber a falta de atenção para com seus próprios filhos. Enfim, tem sim uma lição, tem sim uma mensagem bonita. Mas tem pontos que não favorecem o filme: um deles é tentar criar um “vilão”. No caso, o funcionário do zoológico (Clark Gregg, de 500 Dias Com Ela, Thor, Quando Um Estranho Chama, Em Boa Companhia).
Como é um filme para crianças, os produtores devem ter achado que seria melhor ter um herói e vilão para realmente deixar claro o bem vencendo o mal. Mas poderiam ter deixado essa moralidade implícita, já que nem tudo na vida é “preto ou branco”, “bem ou mal” e as crianças querem mesmo é ver o humor físico. Este, aliás, é outro ponto negativo. O humor está presente, com os pingüins se debatendo, grasnando e causando o caos por onde passam.
Mas Carrey não parece ser ele mesmo. As piadas são basicamente resumidas aos movimentos das aves, deixando para o ator somente alguns momentos que lembram suas melhores performances. Talvez eu tenha ficado mal-acostumado e esteja exigindo demais dele. Pelo jeito, já passou a época em que ele reinava absoluto entre os filmes de comédia. Mas a história poderia ter sido melhor trabalhada. A figura de Carrey merecia melhor. Como fã do ator, esperava mais. Mas o básico está lá e a criançada vai gostar. Risadas serão ouvidas. E Jim Carrey será sempre Jim Carrey. Por mais que o filme não o favoreça, ele sempre arruma uma ou duas cenas para mostrar que ainda consegue nos fazer rir.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Os Pinguins do Papai:


Mr. Popper’s Penguins (EUA, 2011) Dirigido por: Mark Waters. Com: Jim Carrey, Carla Gugino, Angela Lansbury, Ophelia Lovibond, Madeline Carroll, Clark Gregg, Philip Baker Hall, Dominic Chianese...

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