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Leia um bate-papo com o ator Bruno Mazzeo


Uma das maiores revelações da nova safra de humoristas, Bruno Mazzeo participou como ator e/ou roteirista de obras de sucesso na televisão, como Junto e Misturado, A Diarista, Sob Nova Direção, Sai de Baixo, Escolinha do Professor Raimundo e A Vida ao Vivo. Agora ele estrela a comédia Cilada.com, baseado na série de TV Cilada.

Qual é o diferencial do filme em relação ao seriado?
A grande questão sempre é não deixar parecer que o filme seja um episódio esticado. Acho que o grande salto do filme foi ter humanizado o personagem. No seriado ele já era um personagem identificável, dentro daquelas situações corriqueiras, mas no filme ele fica mais humano. Como o filme começa de uma traição do Bruno, tínhamos que fazer de uma forma que o público não ficasse com raiva do herói. Então, forçamos a mão na relação do casal no roteiro, investimos mesmo nesse lado. O público tem que acreditar nesse casal. A gente não podia segmentar o filme para quem acompanhou o seriado. O filme independe de ter visto a série. Quem nunca viu o Cilada na televisão vai gostar porque é uma história engraçadíssima. E quem curtia o programa também vai se identificar.
Mas o clima de romance muitas vezes é quebrado por alguma situação de humor, alguma bobagem que ele diz...
Essa é uma brincadeira de que eu gosto muito, que os americanos fazem muito bem, que é levar o romance ao limite, chegar a um passo do piegas e quebrar o clima com uma piada, uma situação inusitada.

Tanto o Alvarenga quanto o Casé dizem que este é o momento em que você está mais maduro como ator. Você concorda?
Acho que o artista está sempre amadurecendo, a ideia é que com 70 anos você ainda tenha o que aprender. Eu confio muito no Alvarenga como diretor, temos uma parceria grande. Ele é excelente na direção de ator, acho que consegue extrair o melhor da gente. Se ele dizia ‘Não, menos’, ‘Cuidado para não tirar a verdade’ ou ‘Ótimo, vai por aí’, eu confiava. E a grande brincadeira é arriscar mesmo, isso é que é legal. Esse é um personagem que eu conheço bem, mas que aqui tem uma pegada diferente, um amadurecimento. Até porque para a tela grande, como a do cinema, certos gestos que na TV funcionam poderiam ficar exagerados.
Depois do filme, dá vontade de voltar a fazer o seriado?
Não. Fui eu que optei por parar o seriado, passei duas temporadas pensando nisso, já não tinha mais o mesmo ânimo nem para escrever, nem para gravar. O filme vem coroar uma história de que me orgulho muito. A gente começou fazendo na guerrilha, insistiu nele e de repente estava no Festival de Budapeste como um formato inovador! Eu tenho muito orgulho de dizer que o Cilada foi um dos precursores dessa renovação do humor que hoje está aí, sem falsa modéstia. Muita gente passou pelo Cilada antes de estourar, como Marcelo Adnet e Gregório Duvivier, por exemplo. Não existia o boom do stand up. O CQC existe há três anos e o Cilada já acabou há dois, por aí a gente vê.

O que foi mais difícil no filme?
As sequências de romance, sem dúvida. Tinha muito medo de ficar canastrão, piegas. Nos dias em que tinha cenas de romance, ficava mais tenso, mais concentrado. Mas acabou dando certo.
As participações são muito divertidas...
O elenco todo do filme é muito bom. Fernanda Paes Leme funcionou muito bem, a química do casal faz o espectador crer naquela história de amor. A Fabiula Nascimento deu ao personagem dela um tamanho que não existia no roteiro; o Alexandre Nero pegou um papel pequeno e tornou brilhante; o Luis Miranda, maravilhoso. Com a Carol Castro eu já tinha uma parceria ótima da época de Beleza Pura, a gente passou uma novela inteira contracenando como casal. Tem várias cenas que eu gosto, as da Dani Calabresa (que vive a apresentadora Regina Kelly), a do Luis Miranda (que faz um pai de santo), a que o Bruno descobre o travesti... Fora as participações luxuosas de Marcos Caruso e Fúlvio Stefanini.
Quando fez o roteiro, teve alguma situação que não conseguia resolver?
Várias. A gente teve uma decisão muito acertada que foi, em determinado momento, tirar o roteiro de mim e da Rosana Ferrão, que escreveu também a série comigo, e passar para uma pessoa de fora, o Marcelo Saback. Ele escreveu comigo o Junto e Misturado e tinha trabalhado com o Alvarenga no roteiro do Divã, é uma pessoa em que eu confio totalmente. Foi uma experiência ótima, porque roteiro é uma eterna construção, tem que aprender a desapegar. Às vezes você vê que uma cena está atrapalhando o roteiro, mas não quer cortar porque gosta dela. Aí vem uma pessoa de fora e a primeira coisa que diz é: ‘Tem que cortar, está atrapalhando o roteiro’. Pronto, resolveu.

Veja aqui o trailer do filme Cilada.com na TV Daiblog:

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