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#967-Minhas Tardes com Margueritte

*Por Ray de Aguiar - raydeaguiar@daiblog.com.br

Leve, simples, cativante. Qualidades que sintetizam o filme Minhas Tarde com Margueritte. Sou da teoria de que histórias assim são necessárias para se ter um equilíbrio e diversidade entre os filmes em cartaz. Existem histórias grandes e pequenas, e todas merecem ser contadas. O trabalho de um crítico é analisar como a história é contada.

A história se passa na França e retrata a vida de Germain (Gérard Depardieu, de Missão Babilônia), um quarentão desfavorecido intelectualmente. Mora num trailer, estacionado no quintal de sua mãe, com quem nunca teve uma boa relação pela maneira desprezível com que ela o tratava. Não se sente tão melhor em relação aos amigos, com quem sempre bebe depois do trabalho, e que estão sempre zombando de sua ingenuidade e sua inteligência limitada. Apesar de ter um amor incondicional de sua namorada Annette, ele se sente deslocado do mundo.

Até que um dia, num passeio num parque, Germain conhece uma senhora de 95 anos chamada Margueritte (Gisèle Casadesus, de O Buquê), que adora literatura. Nasce então uma amizade, na qual Margueritte irá ensinar Germain a se tornar mais culto e mais seguro de si, por meio dos livros.
O filme não se preocupa em mostrar os personagens na estética “hollywoodiana”, em que não importa o lugar, os artistas estão sempre belos e de cabelos arrumados. Tem um tom mais natural e, por consequência, mais realista. A primeira vez que Margueritte lê para Germain, ele fecha os olhos e tenta visualizar o que está sendo descrito. Sua visualização é composta por imagens em preto e branco e de cenas nada agradáveis, contrastando com o colorido do parque em que se sente a vontade com Margueritte. Aos poucos, vamos descobrindo o passado do protagonista e as razões que bloquearam seu desenvolvimento intelectual. Aliás, a principal razão é um problema social que está constantemente sendo debatido na mídia. Além de toda a
lição de vida, o filme tem momentos engraçados, que acrescentam leveza ao drama que se apresenta na metade do filme.
Como eu disse, o trabalho de um crítico é analisar como a história de um filme é contada. E a história de Minhas Tardes com Margueritte se sai muito bem nesse quesito. Para aqueles que reclamam das produções americanas com temáticas fúteis, este filme é um prato cheio. Vale a pena!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer de Minhas Tardes com Margueritte legendado em português:


La Tête em Friche (França, 2010) Dirigido por: Jean Becker. Com: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane, Sophie Guillemin, Patrick Bouchitey...

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