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#1001-O Retorno de Johnny English

*Por Raíssa Saraiva

O nome é English. Johnny English. Apesar de não ser utilizada, a frase bem que poderia iniciar O Retorno de Johnny English, sequência da série de paródias aos filmes de espionagem britânicos à la James Bond iniciada em 2003. Dirigida por Oliver Parker (O Retrato de Dorian Gray), a trama conta com roteiro de Hamish McColl (As Férias de Mr. Bean) baseado nos personagens de William Davies (Como Treinar Seu Dragão). Personagens, aliás, regidos por Rowan Atkinson (Tá Todo Mundo Louco), o eterno Mr. Bean.

Após um desastre profissional em Moçambique, o agente secreto Johnny English (Atkinson) viaja para um retiro em um mosteiro no Tibet. Um telefonema de sua antiga agência, a MI-7 (conhecida nos filmes de James Bond como MI-6) tira o britânico da reclusão ao convocá-lo para uma missão que pretende impedir o assassinato do primeiro-ministro da China. Para ajudar e controlar as trapalhadas do agente, a chefe do MI-7, Pégasus (Gillian Anderson – a Scully da série Arquivo X) escala o jovem e responsável Agente Tucker (Daniel Kaluuya – Chat: A Sala Negra), cujo sonho sempre foi ser útil ao seu país. Completam a turma a bela psicóloga Kate (Rosamund Pike – Orgulho e Preconceito, Doom – A Porta do Inferno) e o ídolo de English, o super agente Simon Ambrose (Dominic West – Hannibal – A Origem do Mal).

Em todo filme, o humor e as hilárias expressões corporais de Atkinson dominam a narrativa. É preciso reconhecer, entretanto, que o comediante consegue compor muito bem o papel de agente secreto exageradamente confiante e seguro de si, o que traz uma classe digna de James Bond para o personagem. As comparações com o mais famoso agente a serviço da Majestade, na verdade, são inevitáveis. Tudo em O Retorno de Johnny English é construído para um verdadeiro filme de espionagem: desde as locações espalhadas pelo mundo (aparecem cenas em cassinos e em cenários como Hong Kong e os Alpes Suíços), a trilha sonora característica, os efeitos especiais e o elenco de respeito. Também não poderiam faltar as engenhocas de trabalho, entre as quais aparecem guarda-chuvas mísseis, máquinas fotográficas com dardos paralisantes e, é claro, um Rolls Royce com comando de voz.
Merece destaque a participação de Pik-Sen Lim (Miranda, A Satânica Madame Sim) como
a “faxineira assassina”, uma velhinha oriental capaz de transformar qualquer objeto, de um aspirador de pó a um taco de golfe, em arma letal para liquidar o protagonista. A produção é diversão garantida para os saudosos fãs de Mr. Bean e admiradores de Atkinson. Os demais podem esperar vários sorrisos e quem sabe até algumas gostosas gargalhadas. É difícil se conter diante das situações e enrascadas, embora previsíveis, que aparecem na telona.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme O Retorno de Johnny English:


Johnny English Reborn (EUA / França / Reino Unido, 2011). Dirigido por Oliver Parker. Com Rowan Atkinson, Daniel Kaluuya, Gillian Anderson, Rosamund Pike, Dominic West, Tim McInnerny, Pik-Sen Lim, Richard Schiff…

Um comentário:

  1. Um bom filme para uma sessão da tarde.
    E Gillian Anderson num filme de comédia? Nem acreditei quando vi.

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