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#1039-Os Descendentes


*Por Ray de Aguiar - raydeaguiar@daiblog.com.br

Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama e de Melhor Ator para George Clooney, e indicado ao Oscar desse ano nas mesmas categorias, Os Descendentes é um filme que faz por merecer seus prêmios e indicações. Clooney (Boa Noite e  Boa Sorte) interpreta Matt King, cuja família engloba os descendentes da elite do estado do Havaí, dona de várias terras daquele paraíso americano. Aliás, esse “paraíso” não é mostrado no filme. Matt King narra algumas partes do filme e faz questão de salientar que o arquipélago havaiano é um lugar como qualquer outro, onde “doenças e os corações quebrados machucam da mesma forma como em qualquer outro lugar”.
A família King vive da renda da herança, mas Matt trabalha como advogado e gerencia os bens familiares. Enquanto se afundava no trabalho, sua esposa sofre um acidente de lancha e fica em coma no hospital. Tentando lidar com a situação, ele é forçado a viver algo que há muito tempo não vivia: a responsabilidade de ser pai. Ele precisa se reaproximar das filhas Alex (Shailene Woodley) e Scottie (Amara Miller), de 17 e 10 anos, respectivamente. A primeira é apresentada numa fase de rebeldia adolescente e guarda uma mágoa da própria mãe. A segunda vive a conturbada fase de adaptação a puberdade. A partir daí, começa um jornada de auto-descobrimento para todos os personagens.
Interessante notar o contraste na vida do personagem de Clooney. Sempre com o foco no trabalho, ele se esqueceu de viver a vida em sua plenitude. Em um momento, Matt King fala que nunca quis que suas filhas ficassem mal-acostumadas com o fato da família ter muito dinheiro. Entretanto, quem acabou ficando mal-acostumado foi ele, que se ocupava com o mundo dos negócios e negligenciava a esposa e filhas. Por um momento, lembrei do filme Tempo de Recomeçar, no qual Kevin Kline (Sexo Sem Compromisso) tenta reconstruir sua relação com o filho, interpretado por Hayden Christensen (Awake - A Vida por um Fio).
Revelar mais do enredo do filme só estragaria a satisfação de poder acompanhar o desenrolar da história, que flui naturalmente nas suas duas horas de exibição. Mas é possível dizer que a trama não é em tons de preto e branco. Aqui, todo mundo tem seus acertos e erros, como na vida real. Os Descendentes é mais uma prova do porquê do cinema ser uma arte. Assim como uma pintura de quadro, cada um interpreta de uma forma. O que é certo pra uma pessoa, pode ser errado para outra, gerando as diferenças de opiniões. A necessidade de expressar os sentimentos é uma das mensagens do filme. Algo que a professora do colégio de Scottie enfatiza para Matt. E algo que ele próprio terá que descobrir. Resumindo: um filme intenso, sensível e brilhante! Já posso até ouvir: “And the Oscar goes to...”
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog
Veja aqui o trailer do filme Os Descendentes:
The Descendants (EUA, 2011) Direção: Alexander Payne. Com: George Clooney, Judy Greer, Shailene Woodley, Amara Miller, Matthew Lillard, Beau Bridges, Robert Forster...

Um comentário:

  1. Um ótimo filme, boa direção e perfeita atuação de Clooney e os demais, um roteiro inteligente, linda fotografia, com cenários paradisíacos e uma trilha sonora impecávell. Um filme que conquista pela sensibilidade, adorei.

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