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#1060-Titanic 3D


*Por Ray de Aguiar - raydeaguiar@daiblog.com.br

A melhor parte nos recentes relançamentos em 3D é a chance de poder rever grandes filmes no cinema. O Rei Leão e A Bela e a Fera, clássicos da animação, e Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma reviveram em mim as emoções de quando os assisti pela primeira vez. Era uma questão de tempo até o relançamento em 3D do maior sucesso da história do cinema, Titanic.

Tudo bem que Avatar, do mesmo diretor James Cameron, ultrapassou Titanic como a maior bilheteria do cinema, mas isso se deve muito ao fato de que Avatar foi lançado em 3D, que tem ingressos mais caros. É um filme sensacional, mas não é Titanic. Se você perguntar para várias pessoas, nem todo mundo vai se lembrar dos nomes dos personagens e talvez nem sobre a história de Avatar. Mas pergunte sobre Titanic para alguém. A maioria vai se lembrar da história de amor entre Jack e Rose a bordo do mais luxuoso navio da época. Talvez o relançamento, que aproveita o centenário do naufrágio neste ano, seja justamente para alavancar a bilheteria de Titanic para que volte a ser o maior sucesso de bilheteria. Mas quem sai ganhando mesmo somos nós e toda a geração que não teve a chance de assistir ao filme nas telonas.

Para fazer justiça, uma vez que há atuações antes da história principal que poucos lembram ao falar do filme, vamos ao início. O filme começa com o caçador de tesouros Brock Lovett (Bill Paxton) e sua equipe explorando os destroços do Titanic, à procura de um colar conhecido como “Coração do Oceano”. Entretanto, só encontram um pedaço de papel com um retrato de uma mulher. Assistindo a expedição pela televisão, uma mulher idosa chamada Rose (Gloria Stuart) entra em contato com Brock revelando ser ela a mulher do desenho. Ela e sua neta viajam até o encontro do explorador e relembra seus momentos a bordo do RMS Titanic, que partiu de Southampton, na Inglaterra com destino a Nova York, nos EUA. E assim começa a “história de verdade”.
Rose (Kate Winslet) é uma passageira da primeira classe cuja família passa por problemas financeiros. Situação que sua mãe pretende resolver com o casamento entre Rose e Cal (Billy Zane), que vem de uma família muito rica. Enquanto vai refletindo e amargurando secretamente sua infelicidade com a vida, a alguns metros dali um rapaz humilde chamado Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) ganha um jogo de pôquer em que os adversários apostaram passagens para o Titanic. Ansioso por voltar para os EUA, ele corre a tempo de embarcar. Numa noite, ele encontra Rose tentando se jogar do navio, uma vez que não suportava mais o meio em que vivia com pessoas insuportáveis. Jack a salva e começa a envolvente história de amor.
Obviamente há o contraste estilo “Romeu e Julieta”. Rose é de uma família rica, com bons modos e roupas caras. Jack é um passageiro da terceira classe, mora onde é possível e não tem ideia da diferença entre os talheres do jantar. Mas há uma sensibilidade nele, refletida nos retratos que pinta em seus cadernos. O objetivo do filme não é dizer que quem tem dinheiro é “do mal”. Tanto que a personagem de Kathy Bates, Molly Brown, surge como uma salvadora para Jack quando ele é convidado para jantar com a família de Rose, emprestando roupas de seu filho e o ensinando a como se portar na mesa. A questão não é ter dinheiro ou não, mas sim as atitudes da pessoa.
Claro que não precisaria contar isso tudo pra grande maioria, afinal praticamente todo mundo da minha idade já assistiu Titanic. Mas vale a pena apresentar este filme para quem nasceu em meados dos anos 90 e nunca assistiu ao filme. O longa é envolvente e suas três horas de duração parecem voar. Em relação ao 3D, ele acrescenta muito a experiência. Em cenas mais estáticas, mostrando o navio, é impressionante o senso de profundidade, o que colabora para nos sentirmos dentro do filme. As cenas do naufrágio ganham mais dramaticidade também com o 3D, tornando-as mais reais e,
consequentemente, mais chocantes.
Titanic é aquele filme em que tudo deu certo. As atuações, os efeitos, a história e até a trilha sonora. Muita gente ainda critica e afirma que a voz da Celine Dion é irritante. Pra mim é aquela velha história de criticar por criticar, que nem os filmes da saga Crepúsculo. A música tema é muito boa e ajuda a criar o clima de romance. Mas como em tudo que é um grande sucesso, as pessoas gostam de buscar defeitos onde não existem. Se realmente há algo para lamentar em Titanic é aquele detalhe do final, se é que você me entende. Mas foi justamente isso que emocionou muitos e talvez o grande trunfo do filme, pois não há emoção maior do que emocionar. Vale muito a pena reviver esta experiência no cinema. E é mais do que recomendado para quem ainda não assistiu. Um filme de emoções gigantes, e até maiores que o próprio Titanic.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog
Veja aqui o trailer do filme Titanic 3D:

Titanic (EUA, 1997) Direção: James Cameron. Com: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, KathyBates, Bill Paxton.

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