Super Hiper Mega Banner

#1559-O Príncipe do Deserto


*Por Raíssa Saraiva - raissasaraiva@daiblog.com.br

Na década de 1930, as regiões que hoje compõem a parcela árabe mais rica do mundo eram pobres, rivais e isoladas. Nessa realidade também estavam os reinos de Hobeika e Salmaah, que após um duro período de guerra chegavam a um acordo de paz mediado pelos respectivos líderes, Nesib (Antonio Banderas – A Pele que Habito, Gato de Botas) e Amar (Mark Strong - John Carter: Entre Dois Mundos). Como parte do pacto, Amar entregou os dois filhos pequenos, Saleeh e Auda, para serem criados por Nesib, e os dois territórios se comprometiam a não mais lutar pelo pedaço de terra localizado entre eles, a Faixa Amarela. A história é o argumento principal de O Príncipe do Deserto, longa de Jean-Jaques Annaud baseado no livro Arab, de Hans Ruesch.

Quinze anos depois, Saleeh (Akin Gazi ) e Auda (Tahar Rahim) são homens feitos ainda reféns do acordo de paz. Proibidos de voltar ao local de origem, os irmãos vivem em harmonia do pai e dos irmãos adotivos na carente comunidade de Hobeika. Tudo muda quando uma companhia norte-americana de petróleo descobre o produto em abundância sob as terras da região. O único problema é que as maiores reservas estão localizadas na Faixa Amarela, a mesma que havia sido considerada como intocável pelos dois reinos.
A partir do ingresso dos norte-americanos entre os árabes mulçumanos assistimos ao desenrolar de uma luta de egos, opiniões e rivalidades englobada em um romance digno de Romeu e Julieta. O introspectivo e estudioso Auda se apaixona e arrebata o coração da irmã adotiva, a bela Leyla (Freida Pinto – Quem Quer Ser um Milionário?), é o amor entre os dois acaba sendo escape para uma nova declaração de guerra. É então que o príncipe de Salmaah prova que um verdadeiro líder não é feito apenas de força, mas de coragem, humildade e acima de tudo, inteligência.
Apesar da longa duração (são 130 minutos), a história prende. Entre as várias nuances destrinchadas, destaca-se a interpretação de Riz Ahmed para Ali, o filho bastardo de Amar, dono de uma personalidade única e contrária ao senso comum do islamismo e do Alcorão. Sarcástico, Ali representa a ovelha negra da família mulçumana, que se recusa a seguir cegamente o que diz o livro sagrado para garantir a prosperidade de seu povo.
As imagens de O Príncipe do Deserto dão sede. Literalmente. Filmado nas regiões desérticas da Tunísia e do Qatar, a trama alterna imagens coloridas e aconchegantes da riqueza do petróleo com a dureza inóspita do deserto. Enquanto Auda lidera seu exército sobre as intermináveis dunas de areia, nossos olhos acompanham o horizonte amarelado. Pouco a pouco, vamos “secando” com os personagens, desesperados em meio a tanta areia. No final, uma clássica lição de moral demonstra que o caminho mais fiel pode nem sempre ser a melhor alternativa.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme O Príncipe do Deserto:

Black Gold (França/Itália/Qatar/Tunísia, 2011). Dirigido por Jean-Jacques Annaud. Com Tahar
Rahim , Antonio Banderas, Mark Strong, Freida Pinto, Riz Ahmed, Akin Gazin, Jamal Awar, Lofti
Dziri, Eriq Ebouaney...

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.