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Algumas das referências históricas na história de Jogos Vorazes

Atenção: este texto é uma continuação sobre o livro Hunger Games – a filosofia por trás dos Jogos Vorazes

Segundo Lois Gresh, a personagem principal, Katniss, por exemplo, é totalmente inspirada em Espartaco, o gladiador romano que escapou da morte nas arenas, comandou uma rebelião e provocou enormes baixas no exército do Império. A luta contra um governo sádico e opressor é a mesma presente em Jogos Vorazes.
A visão de um mundo distópico, que começa a ser apresentada nos livros juvenis e que tem nesta série de Collins seu principal representante, é uma versão de um futuro desolado onde guerras, fome e violência se alastraram como consequência da redução de recursos naturais. A inspiração desse mundo pode ser encontrada em livros como 1984, de George Orwell, Farenheit 451, de Ray Bradbury, Um dia na vida de Ivan Denisovich, de Alexander Soljenitsin, entre outros. Este último, narra a história ficcional de Ivan, e que na verdade descrevia os horrores cometidos contra os opositores políticos nas prisões soviéticas.
A transmissão ao vivo das lutas, que é a forma de controle dos 12 distritos, tem inspiração tanto no livro de Orwell com em todos os programas de reality shows, em especial Survivor, que foi exibido no Brasil pela rede Globo e teve três temporadas. No mundo de Collins, 12 adolescentes têm de lutar pela própria vida e apenas um pode vencer.
Ao relatar a forma como o controle político da Capital é exercido, a autora se inspira em histórias das grandes ditaduras (Stalin, Mussolini, Hitler) em especial do século XX e, quando começam a ocorrer as rebeliões, Lois Gresh, faz uma defesa da sua correlaçãoe tom de realidade com os conflitos ocorridos no Oriente Médio nos últimos meses, o que derrubou alguns governos que estavam no poder há mais de 30 anos.
 
Há ainda referências histórias a epidemias, mortes, doenças oportunistas, desenvolvimentos de armas e mutações, todas elas inspiradas em fatos verídicos como Cruzadas, guerras religiosas, desenvolvimento de tecnologias bélicas, psicanálise e muitos outros.

Para criar o drama da sobrevivência que tornavam os seres humanos cada vez mais frios e capazes de cometer as piores atrocidades, Lois Gresh se vale de fomentar as discussões com arsenal histórico de tempos remotos e recentes onde as mesmas situações aconteceram e com os mesmos resultados. “Uma das coisas que faz a série ser tão perturbadora é sua capacidade de se tornar real a qualquer momento em qualquer parte do mundo. Seja no Haiti, neste exato momento, ou em Nova Orleans depois da passagem do furação Katrina”, diz Gresh.

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