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#1087-Paraísos Artificiais


*Por Raíssa Saraiva - raissasaraiva@daiblog.com.br

O argumento de Paraísos Artificiais, filme de estreia do diretor e fotógrafo Marcos Prado no terreno da ficção, é claro: retratar o universo das festas rave e da música eletrônica. Anunciada como ‘uma história de amor e êxtase’, a trama apresenta toda densidade que pode existir dentro da tribo urbana que elegeu o amor, a natureza e a música como ideologias de vida. 

Nando (Luca Bianchi – Tropa de Elite 2) é um rapaz de passado turbulento que ganha uma oportunidade de recomeçar a vida. Ao voltar para casa, ele relembra a história de amor que viveu na Holanda com a jovem DJ Érika (Nathalia Dill – Apenas o Fim). O envolvimento rápido, porém intenso, despertou na moça a recordação da melhor amiga, Lara (Lívia de Bueno – O Homem do Futuro), e as aventuras vividas pelas duas durante um festival de música eletrônica realizado numa praia quase deserta do Nordeste brasileiro, evento que alterou profundamente o futuro dos três jovens.
Trabalhado como uma colagem de flashbacks, o longa explora a personalidade dos frequentadores das baladas eletrônicas apresentando filosofias que quase justificam os comportamentos dos personagens em cena. A marcante trilha sonora, acompanhada da fotografia belíssima, embala uma intensa realidade de sexo, drogas e liberdade, que traz às telas algo que pode ser considerado um Woodstock em formato rave.

Ainda que as cenas de sexo e nudez sejam um pouco longas e excessivas, o roteiro de Paraísos Artificiais é criativo ao entrelaçar pessoas de gostos iguais com personalidades diferentes: enquanto Lara é adepta de experimentos psicodélicos com álcool e drogas, Érika vivencia um intenso amor pela música e pelas pessoas, e Nando procura apenas um caminho testando várias opções errôneas. A forma como a história de cada um dos protagonistas se desenrola mostra que, apesar do conceito de tribo, seus membros podem seguir rumos distintos e encarar o motivo que os une de diversas maneiras.
Mais do que um simples roteiro, a trama é o retrato social de um grupo que ainda pode ser muito abordado na realidade brasileira. Paraísos Artificiais é, sem dúvida, uma bela história de amor e êxtase, tal como promete ser.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Paraísos Artificiais:

Paraísos Artificiais (Brasil, 2012). Dirigido por Marcos Prado. Com Nathalia Dill, Luca Bianchi, Lívia de Bueno, Bernardo Melo Barreto, César Cardadeiro, Divana Brandão, Emílio Orciollo Neto, Roney Villela, Cadu Fávero, Erom Cordeiro...

Um comentário:

  1. Não é um filme, não tem estória, não tem nada. Só sexo e mais sexo, drogas e sexo, rave, overdose e sexo e "The End". Primeira vez que digo isso de um filme, e com gosto... UM LIXO!!!!!!!!!!!

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