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A Última Estação abre o 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

 
A noite de abertura do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi marcada pelo tom e pelo som do Oriente. O filme convidado para abrir o Festival, A Última Estação, de Márcio Curi, é uma co-produção entre Brasil e Líbano e traz, pela primeira vez na história do cinema brasileiro, o tema da imigração libanesa no Brasil. A Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro estava lotada e o clima era de festa.
 A apresentação da cerimônia foi feita por uma dupla de atores dentre os mais consagrados de Brasília, Murilo Grossi (bastante atuante do cinema brasileiro) e Bidô Galvão, que ressaltaram as novidades que caracterizam o Festival este ano. Coube ao Secretário de Cultura, Hamilton Pereira, destacar as duas homenagens do evento em 2012: uma homenagem ao criador do Festival de Brasília, o crítico e pensador Paulo Emílio Salles Gomes, e ao diretor e produtor de cinema, Márcio Curi. “A Última Estação é um mergulho panorâmico na paisagem humana brasileira”, disse Hamilton Pereira.
 O tom emocional que caracterizou a noite de ontem teve início com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob a regência do maestro Cláudio Cohen. Em foco, trechos da trilha sonora original composta por Patrick De Jong para o filme A Última Estação. O próprio Patrick, que foi premiado em 2011 com o Candango de Melhor Trilha Sonora por Meu País, de André Ristum, subiu ao palco para participar da execução, que contou ainda com a participação de sua mãe, Sibele De Jong, nos vocais.
 O ator Murilo Grossi protagonizou uma performance que trouxe à tona o discurso contundente de Paulo Emílio Salles Gomes. Grossi arrancou aplausos ao citar um dos mais conhecidos e repetidos pensamentos do crítico: “O pior filme nacional é melhor do que qualquer filme estrangeiro”.
A equipe do longa A Última Estação ocupou grande parte do palco da sala Villa-Lobos. Depois dos agradecimentos, o realizador Márcio Curi propôs que não se falasse muito do filme e convidou a plateia a participar do debate, na manhã desta terça-feira. O protagonista, o ator libanês Mounir Maasri, comoveu o público ao afirmar: “Em minha longa carreira, tenho trabalhado em vários países, mas nunca encontrei tantos elementos positivos permeando o mesmo filme”, afirmou, emocionado. E saudou a iniciativa de Márcio Curi de “fazer um resgate histórico da imigração libanesa no Brasil”.

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