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Palco Daiblog - Carol Sabar


*Por Raíssa Saraiva - raissasaraiva@daiblog.com.br

Duda Carraro é uma típica adolescente carioca que, como milhões de garotas mundo afora, é completamente apaixonada pela Saga Crepúsculo e, principalmente, pelo ator que dá vida ao romântico vampiro Edward Cullen nos cinemas. Quando a garota vai estudar em Nova York e um terrível acidente a separa de seus amados livros, Duda descobre que sua salvação pode estar logo na porta ao lado, personificada no sexy vizinho Miguel Defilippo, que milagrosamente é a cara de ninguém menos que Robert Pattinson, o tal ator de Crepúsculo.
 

Engenheira de formação e viajante inveterada, a mineira Carol Sabar mergulha no universo jovem e traz ao público o delicioso e hilário Como (Quase) Namorei Robert Pattinson (Ed. Jangada, 463 páginas), seu primeiro livro. Nesta entrevista exclusiva ao Daiblog – Diversão Arte Informação, Carol conta como é a recepção da obra pelo público em geral e pelos fãs adolescentes, que fizeram questão de acompanhar a autora em sua passagem pela 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Daiblog - Você já declarou que a inspiração para o livro surgiu no trânsito. Como começou sua relação com a escrita?
Carol Sabar - Sou apaixonada por histórias. Mais que isso: sou apaixonada por inventar histórias. No trânsito, no trabalho, no escuro do quarto, na rua, na chuva, na fazenda... Minha imaginação não escolhe hora nem lugar! Sempre fantasiando, girando, indo e voltando, e eis que de repente, pronto: inventei uma cena inteira, início, meio e fim. Então minha relação com a escrita surgiu basicamente assim, amando histórias e querendo registrá-las. E foi numa dessas viagens fantasiosas que a imagem de uma garota fanática por Crepúsculo se instalou na minha cabeça. Ela estava deitada na praia... e Robert Pattinson passava óleo bronzeador em suas pernas... ai, ai... Espera. O que é que eu estava dizendo mesmo? Ah, sim, lembrei. A imagem de uma garota viciada em Crepúsculo se instalou na minha cabeça e eu comecei a escrever. Não tive mais sossego até colocar o ponto final, sete meses depois.
Como foi trabalhar nesta obra?
Foi frenético. Eu me apaixonei pela ideia, pelo processo criativo, uma novidade a cada dia. Eu ria comigo mesma quando tinha uma sacada espirituosa e ficava desesperada se não conseguisse passar para o papel a cena que, na minha cabeça, parecia mais rica, mais cheia de detalhes. Cheguei a sonhar com as personagens, que viviam sussurrando nos meus ouvidos, ditando as regras do jogo. Enfim, escrever é uma longa e emocionante aventura. É preciso amar a história, ter dedicação, entusiasmo. Quando terminei de escrever Como (Quase) Nmorei Robert Pattinson, foi aquele choque: “Meu Deus, escrevi um livro”. Um dos momentos mais felizes da minha vida.
O que acha de trabalhar com o público infantojuvenil? Como está sendo a repercussão do livro?
Eu adoro escrever para o público jovem, adoro essa recepção sincera que só o jovem tem. É uma delícia ver o entusiasmo dos leitores. O livro já tem até fã-clube, acredita? Pois é! Nem eu acreditei quando vi! Sem mencionar que sou louca pela literatura jovem. Além de Crepúsculo e Harry Potter, Fazendo Meu Filme, de Paula Pimenta e Heather Wells Series, de Meg Cabot, são minhas séries favoritas.
A Duda é completamente apaixonada por Crepúsculo. Você também é fã da saga? Tem outras referências culturais de literatura, cinema ou TV?
Sou fã de Crepúsculo, claro! Já li os livros mais de uma vez, assisti aos filmes e estarei na estreia de Amanhecer - Parte 2, com toda certeza. Mas a Duda é bem mais fanática, não existe comparação entre mim e ela. Duda vive entre a realidade e a fantasia. Nem o cara mais lindo da faculdade é capaz de abalar suas estruturas, pois ela não quer qualquer um. Ela quer um Edward Cullen, um vampiro encantado num Volvo prata. Alguém que possa achá-la linda mesmo que seus cabelos estejam embolados aos tufos e, convenhamos, esse tipo aí está difícil de encontrar! Além da literatura jovem, dos livros que já citei, eu adoro o humor do Luis Fernando Veríssimo e da Claudia Tajes. Na TV, gosto dos seriados. Meus preferidos são Gossip Girl, Friends e True Blood. Ah, e How I Met Your Mother!
A trama é muito leve e divertida, lembrando muitas vezes as fanfics/webnovelas escritas por fãs. Você conhece esse estilo? Pesquisou algum material para o projeto?
A internet foi minha grande aliada. Pesquisei muito sobre o comportamento das crepuscólicas nas redes sociais, a maneira como interagem umas com as outras, como reagem às fofocas da saga. Posso dizer que a Duda é uma mistura (exagerada) dos tipos mais comuns de fãs que encontrei pelo caminho. Durante esse processo de pesquisa, descobri as fanfics, cheguei a ler algumas. E minha nossa! Eu me surpreendi! Tem muita coisa boa por aí, todo um universo muito rico e divertido! Histórias tão legais que já ganharam pernas próprias e legião de fãs.

Daiblog - Você já pensa em um novo livro? Pode nos adiantar algo sobre esse novo projeto?
Sim! Estou terminando meu segundo livro! É uma comédia romântica, com mais romance que comédia dessa vez, um casal super fofo. Escrever é um vício bom, de que não quero me curar. Que venham mais capítulos.

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