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#1055-Oblivion

*Por Raissa Saraiva - raissasaraiva@daiblog.com.br

Num futuro pós-apocalíptico, a Terra foi totalmente destruída e os poucos humanos sobreviventes tiveram que se mudar para outro planeta. Alguns, porém, continuam perto do que sobrou do planeta, extraindo os recursos naturais que resistiram à guerra. A ideia não é nova e o cinema sempre abusou do fim do mundo (e da humanidade) em proporções catastróficas. A diferença é que os fatos passaram dos então longínquos anos 2.000 para o fim do século 21. A alta tecnologia e a coragem continuam sendo as principais armas de defesa dos que ainda vivem.

Este é basicamente o foco central de Oblivion, filme dirigido por Joseph Kosinski (Tron – O Legado) a partir de um projeto pessoal lançado em quadrinhos. A produção marca o retorno de Tom Cruise ao gênero da ficção científica depois de Guerra dos Mundos e Minority Report – A Nova Lei. Desta vez, o astro é Jack Harper, um piloto e técnico do grupo de controle que cuida da espécie humana. O militar teve toda a sua memória apagada ao ser enviado em uma missão com Victoria (Andrea Riseborough, de W.E. – O Romance do Século), para monitorar e prestar suporte às máquinas que sugam a água do mar e a convertem em energia para o novo planeta.
Mas ao contrário da parceira, que acredita fielmente no serviço prestado, Jack sente que a Terra ainda é um lar pelo qual vale a pena lutar. A crença é fortalecida pelos constantes sonhos que ele tem na Nova York pré-guerra com uma mulher que nunca viu e pelo oásis quase bucólico que encontrou na região assolada. O que o piloto nem imagina é que tudo o que ele acredita talvez não seja tão real quanto parece.
A nova produção pode ser encarada como um grande copilado de histórias já apresentadas. O protagonista é o único capaz de salvar o mundo, tal como o Neo da trilogia Matrix. Uma supertecnologia toma conta de tudo, como o computador HAL 9000 de 2001 - Uma Odisseia no Espaço. Um portal interfere na realidade temporal, muito parecido com o que acontece na versão cinematográfica de Perdidos no Espaço.
Invasões ao planeta são o argumento a tantas histórias que é dispensável listar. Mas Oblivion consegue se diferenciar nas belas imagens futuristas, exibindo uma Nova York totalmente devastada e criando um gancho com um dos mais conhecidos pontos turísticos da cidade, o Empire State Building. Outro magnifico cenário é a casa de Jack e Victoria: inteiramente construído em vidro, ajuda na criação da atmosfera clean e brilhante que sempre se imagina ao pensar no futuro.
Por outro lado, a parte ‘humana’ da trama fica comprometida. A primeira metade da narrativa se arrasta apenas com a aparição de Cruise e Riseborough. É praticamente no meio da história que aparecem a mulher dos sonhos de Jack, Julia (a bond girl de Quantum of Solace, Olga Kurylenko) e o líder da resistência, Malcolm (o espetacular Morgan Freeman, da trilogia Batman). A inserção dos novos personagens acelera o ritmo e torna a produção bem mais interessante.
Afirmar se a reviravolta consegue ou não salvar o filme, fica a critério de cada espectador. O indiscutível é que Oblivion chega com status de blockbuster e ainda se propõe, mesmo que superficialmente, a abordar temas como o amor, as relações interpessoais e, por que não, a sustentabilidade do planeta.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Oblivion:
Oblivion (EUA, 2013). Dirigido por Joseph Kosinski. Com Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Melissa Leo, Nikolaj Coster-Waldau, Zoe Bell...

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