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#1061-G.I. Joe 2 - Retaliação


*Por Ray de Aguiar - raydeaguiar@daiblog.com.br

Existe um equipamento usado no treinamento de astronautas chamado giroscópio humano. É normal encontrar tal objeto em museus de tecnologia, onde qualquer um pode experimentar. A pessoa usa o próprio peso como motor e realiza vários movimentos rotatórios. Se você tentar focar em alguma coisa externa enquanto gira, provavelmente vai se sentir confuso e enjoado. Porém, ao se deixar levar pelo giroscópio e curtir a adrenalina, você consegue se divertir. Sensações parecidas podem caracterizar G.I. Joe: Retaliação.

No primeiro filme, G.I. Joe: A Origem de Cobra, tentei focar em algo além dos efeitos, explosões e lutas. No caso, a história. Não deu certo. Sensação de tontura que resultou de um enredo confuso, com informação demais e uma edição mais frenética que a de Batman: O Cavaleiro das Trevas. As atuações não contribuíram também. Neste segundo filme, minha atitude foi a de me deixar levar pelo giroscópio. E deu certo. Bom, na medida do possível. A sequência mostra-se superior ao original, justamente por tentar ser mais séria e inserir a história em um contexto político atual.
Se os atores não estavam bem no primeiro filme, decidiram eliminar todos e criar um novo trio de heróis. Depois de um ataque ao exército dos G.I. Joes, três sobreviventes tentam descobrir o que está acontecendo: Roadblock (Dwayne “The Rock” Johnson), Flint (D.J. Cotrona) e Jaye (Adrianne Palicki). Channing Tatum até aparece como Duke, mas é vítima do bombardeio do início, remetendo ao personagem Johnny Cage, em Mortal Kombat: A Aniquilação. O problema é que o presidente dos EUA declarou que o outrora grupo de defesa, agora é o inimigo, e por isso foram exterminados.
A referência aqui é, claro, o imperador Palpatine declarando guerra aos Jedi em Star Wars: Episódio III. Cabe então ao novo grupo lutar contra todas as adversidades e salvar o mundo da organização Cobra, que está por trás de tudo. Pra isso, vão contar com a ajuda daquele que deu origem ao nome Joe, o general Joseph Colton (Bruce Willis). Confesso que é difícil levar a sério Bruce Willis em um filme como esse. O ator é daqueles que, de tão famoso, parece não conseguir ser nenhum personagem que interpreta. Mas ainda consegue arrancar algumas risadas como alívio cômico. Sobre os efeitos, destaque para a luta de Snake Eyes e os ninjas numa montanha gelada. Fica ainda melhor no 3D. Mas as cenas de ação, principalmente de lutas corpo-a-corpo, ainda abusam de movimentos bruscos de câmera, e no 3D é capaz de deixar você sem saber onde fica o teto e o chão.
Entretanto, no geral, o segundo filme dos “Comandos em Ação” é divertido. Entrega exatamente o que pretende. E, por incrível que pareça, ainda acrescenta uma discussão de teor político com as armas nucleares e os líderes das nações. Sem falar das já citadas referências cinematográficas. É possível reconhecer sequências de Matrix e até da animação Mulan, da Disney. É só entrar no giroscópio e se deixar levar. Se você é daqueles que não enjoa fácil, pode curtir a adrenalina sem problema.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme G.I. Joe 2 - Retaliação:

G.I. Joe: Retaliation (EUA, 2013) Direção: Jon M. Chu. Com: Dwayne Johnson, Bruce Willis, D.J. Cotrona, Byung-hun Lee, Adrianne Palicki, Ray Park, Channing Tatum.

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