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Conheça melhor a história de Cortinas Fechadas

Atrás de cortinas fechadas numa isolada vila costeira, três personagens dão vida a um dilema cruel: como viver a vida quando ela se torna insuportável? Com Cortinas Fechadas, Jafar Panahi e o codiretor Kamboziya Partovi misturaram mais uma vez realidade e imaginação, ficção e documentário, borrando as fronteiras convencionais do cinema. Aqui, eles conseguem metamorfosear um lugar comum num espaço em que pessoas reais se encontram com a fantasia, com personagens ficcionais, todos os dias.
O roteiro vai da comédia ao teatro do absurdo, do banal do cotidiano à metáfora, numa vila em que o cineasta, também personagem de sua obra, é assombrado por figuras que podem ser nada mais que facetas de sua própria personalidade.
Personagens aparecem e desaparecem com uma facilidade incômoda num “filme fantasma” no qual as aparições acontecem com naturalidade e obviedade rotineiras. É por meio dessa simplicidade aparente que o filme revela seu tema: a vontade de viver ou morrer de um artista impedido de trabalhar.
Apesar do filme nunca deixar a vila, o mundo externo se faz presente de diversas maneiras. A sociedade iraniana está presente, for a da tela, ameaçadora e obscura: notícias de TV, vozes, apitos policiais durante a noite, um celular desativado, um trabalhador relutante a se comprometer com o cineasta – sinais concretos que expressam a impossibilidade de rejeitar o mundo externo.

Jafar Panahi e Kamboziya Partovi tocam, geralmente com divertida fluidez, na ambiguidade de personalidades espelhadas e partidas, na habilidade de imagens filmadas de controlar a realidade e rearranjá-la como ficção. As imagens retrocedem e avançam numa miríade quase infinita de espelhos e reflexos.

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