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Crítica: Deuses do Egito, um alívio de aventura

*Por Leonardo Resende - hashtagcinema@daiblog.com.br 

O cineasta Aex Proyas ganhou sua ascendência em meados da década de 1990,q uando lançava filmes com características neo-noir. Películas como Cidade das Sombras (1998) e O Corvo (1994) fizeram o nome do diretor. Este último se consolidou um clássico de Brandon Lee, filho de Bruce Lee. Ao passar dos anos, Proyas mudou um pouco seu estilo. Infelizmente não foi para melhor. Eu, Robô (2004) e Presságio (2009) são as provas mais vívidas disso. Agora com o seu novo lançamento, Deuses do Egito, Proyas comprova sua queda.


Baseado na mitologia egípcia, o filme acompanha a história do deus Hórus (Nikolaj Coster-Waldau) que, após ver seu pai Osiris (Bryan Brown), ser assassinado pelo próprio irmão, o deus Set (Gerald Butler), fica recluso. Sem poder enxergar, ele recebe uma ajuda do ladrão Bek (Brenton Thwaites). Após a melhora do seu principal dom, Hórus procura vingança pela morte do pai e a retomada ao poder, uma vez que o sua coroa trono foi usurpada momento da coroação.


No quesito de entretenimento e ausência de desenvolvimento de história, Deuses do Egito é um ótimo filme. Os efeitos, às vezes, simulam os gráficos de um vídeo-game da primeira geração dos anos 1990. As atuações são típicas de um blockbuster americano. A temática de redenção, vista em diversos filmes, aqui é retratada com a mesma profundidade superficial. Além da superação que o protagonista tem que passar, ele deve aprender a lição moral importante para entender seus objetivos.


Um fator interessante da direção de arte, que não peca em nenhum momento, mesmo sendo cintilante e exagerada - é o ponto de vista de um ser humano para um deus. Um ser mitólogico como Hórus tem cerca de 3 metros de altura, enquanto um humano atinge metade dessa altura. Deuses do Egito pode ser classificado como aquele alívio de aventura na temporada de premiações. Aliás, o público inteiro não quer ver apenas filmes oscarizados. E mesmo sendo competente na ideia, que é entreter sem mostrar reflexão, ver Proyas fazendo seu pior trabalho é triste.
Cotação do Daiblog:
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Veja aqui o trailer do filme Deuses do Egito:

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