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Crítica: A Hora do Pesadelo 2 é homoerótico

*Por Jonathas Soares -  jonathassoares@daiblog.com.br

Desde a cena inicial de A Hora do Pesadelo 2, fica claro que o orçamento aumentou desde o capítulo anterior, pois o pesadelo no início impressiona mais. O filme abre com uma cena surreal, que lembra as telas de Salvador Dalí, envolvendo um ônibus prestes a cair em um abismo. A imensidão do abismo é uma boa metáfora para esse filme, pois ele é um pesadelo kitsch gigantesco, um exagero típico da década de oitenta, com mais de cinquenta tons subliminares de homoerotismo. Quando percebemos quem é o protagonista do filme, um jovem chamado Jesse, nos perguntamos se Freddy desistiu de se vingar de Nancy.


No terceiro filme, descobrimos, no entanto, que Nancy toma um medicamento chamado Hypnocil que a impede de sonhar, protegendo-a contra Freddy. Nesse interim, Jesse se muda para a casa de Nancy, mais de cinco anos depois dos eventos do primeiro filme. Não se sabe o que Freddy fez durante esse tempo, mas agora ele invade os sonhos de Jesse, não para matá-lo, mas para convencê-lo a matar por ele. Nos parece que Freddy perdeu suas forças depois que Nancy o trouxe para a realidade em A Hora do Pesadelo.


Agora, ele não mais consegue matar com os métodos anteriores. Jesse então assassina as pessoas, como se estivesse possuído por Freddy. Este conceito explicaria porque o filme contém tantas alusões a homossexualidade. Enxergado como algo negativo, ser gay podia ser definido na época como “ter um demônio dentro se si”, uma visão arcaica, mas não incomum nos anos 80. Jesse vai até a um bar gay no filme, onde encontra o seu professor de educação física, vestido em um traje sadomasoquista. O professor depois morre nos banhos públicos do colégio, antes de ser chicoteado por Freddy com uma toalha, no que pode-se dizer é a primeira morte personalizada da série.


Outras cenas risíveis e exageradas incluem: Jesse acorda suado, mas está tão molhado que parece que acabou de sair de uma piscina! Um pássaro explodindo como se fosse uma bomba;  Jesse expõe o traseiro em público em uma cena de nudez desnecessária; Uma cena em que o personagem ouve um barulho fora da casa e vai ver o que é. Apesar de conter, sim, também efeitos especiais ótimos, como o que mostra Freddy saindo do corpo de Jesse, esse é um dos piores capítulos da série.


A mitologia é confusa e ilógica, e as motivações de Freddy, que é supostamente um pedófilo, mas que nunca mata crianças, não ficam claras. Um capítulo completamente dispensável, que não contribui em nada para a história geral da saga de Freddy.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme A Hora do Pesadelo 2 - A Vingança de Freddy Krueger:

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