Super Hiper Mega Banner

Crítica: Desamores em Felizes Para Sempre?

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br 

Lançada no ano passado, a minissérie Felizes Para Sempre? deu o que falar principalmente para os brasilienses, já que a trama é ambientada na capital do País. A atração exibida na Globo e disponível agora em DVD tem como ponto alto o elenco afiado e a direção do cineasta Fernando Meirelles (Cidade de Deus), que fez um trabalho com qualidade cinematográfica. A história gira em torno de quatro casais ligados pelo sangue.


Um dos núcleos é protagonizado por Marília (Maria Fernanda Cândido), casada com o corrupto Cláudio (Enrique Díaz). Insatisfeita com a frieza do casamento, ela aceita a ideia do marido infiel de chamar uma prostituta para tentar apimentar a relação. Interpretando a garota de programa Denise, mais conhecida pelo apelido Danny Bond, Paolla Oliveira fez o país parar graças à boa forma.


Um dos irmãos de Cláudio, Hugo (João Miguel), é casado com a ambiciosa Tânia (Adriana Esteves), que guarda um segredo que coloca em risco o futuro da família. Já o irmão caçula Joel (João Baldasserini) não aceita o fim do relacionamento com Susana (Carol Abras), que já está se envolvendo com outro homem.


Por fim, há os personagens maduros. Norma (Selma Egrei) e o ex-delegado Dionísio (Perfeito Fortuna), que moram juntos há mais de 40 anos e provam que, assim como todos os outros personagens da atração, também têm seus problemas de ordem sentimental. O roteiro de Euclides da Cunha – inspirado em Quem Ama Não Mata, série que ele mesmo escreveu em 1982 – falou de temas polêmicos, como corrupção, violência e prostituição. E foi atualizado para os dias de hoje, com a presença de smartphones e internet.


A produção da O2 Filmes, que tem em seu currículo títulos como Xingu, À Deriva e Trash – A Esperança Vem do Lixo, foi um dos diferenciais de Felizes Para Sempre? Imagens bonitas mostram Brasília de ângulos inusitados, que parecem diferentes até mesmo para quem mora na cidade. A Esplanada dos Ministérios e a Torre Digital serviram de locações para a trama, assim como as inconfundíveis superquadras do Plano Piloto.


O texto também merece elogios por mostrar uma visão realista (e muitas vezes pessimista) dos relacionamentos humanos contemporâneos. O próprio título questiona o final de contos de fadas, mostrando que, na vida real, as coisas são bem diferentes. O final é surpreendente, ainda mais para quem está acostumado com clichês.

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.