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Crítica: Uma sensibilidade natural em Tomboy

Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br

É difícil encontrar atores mirins bons, já que muitos se parecem atores crescidos em miniatura e outros soam artificiais, apenas lendo os diálogos de forma automática. A diretora Céline Sciamma sabia do risco que corria em Tomboy, seu segundo longa-metragem. Isso porque o filme é totalmente focado nos personagens infantis.


A trama gira em torno de uma família que se muda para um novo bairro. É lá que a pequena Laure (Zoe Heran) se diverte com os pais e a irmã caçula. Na hora de fazer novos amigos, ela acaba se apresentando para os vizinhos como um menino: Michael. É uma mentira que acaba gerando uma série de desdobramentos que começam divertidos e depois ganham tons dramáticos.


Poucos filmes conseguem a proeza de Tomboy. O elenco foi muito bem preparado e a primeira parte da trama parece um documentário, tamanho é o realismo e naturalidade do que se vê em cena. As brincadeiras, fantasias e universo lúdico dos pequenos permeiam toda a produção. É tudo visto com um olhar infantil.


Sem se preocupar em dar justificativas para a origem da mentira da protagonista ou levantar bandeiras, o roteiro – assinado pela própria cineasta – fala de questões do amadurecimento e primeiras experiências. A temática foi abordada anteriormente pela diretora em seu primeiro trabalho, Lírios d’Água, que trata das descobertas sexuais de duas amigas pré-adolescentes.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Tomboy:

Tomboy (França, 2011). Dirigido por: Céline Sciamma. Com: Zoé Héran, Malonn Lévana, Jeanne Disson...

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