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Crítica: Convergente, o pior filme da saga

*Por Leonardo Resende - hashtagcinema@daiblog.com.br
Uma das especialidades comuns do cinema comercial é sua capacidade de transformar gêneros em subgêneros. Atualmente um filme de ação virou sinônimo adaptação de quadrinhos. Mas um longa-metragem derivado de quadrinho é um subgênero, mesmo que esteja dividindo e monopolizando o cinema pipoca. Uma parcela que às vezes se torna relevante é o subgênero de literatura infanto-juvenil. É uma fórmula de sucesso, porém não se sabe a receita ideal para agradar o público/fãs. Um exemplo fálico disso é a franquia Divergente. O que parecia promissor em seu segundo capítulo, Insurgente, se tornou surrealmente ruim em A Série Divergente: Convergente


Estrelado por Shailene Woodley (A Culpa das Estrelas, Os Descendentes), A Série Divergente: Convergente mostra os eventos após Insurgente em que Cris Prior e Quatro (Theo James) buscam redenção do outro lado do muro, uma iniciativa que tinha o objetivo de separar as facções do mundo radioativo. Porém, ao atravessar a barreira, os jovens descobrem uma verdade pior que o regime totalitário de Jasmine (Kate Winslet).


Mesmo sendo comparado com a saga Jogos Vorazes em seu princípio, Divergente mostrou certos fatores autênticos e interessantes. Mas uma direção pífia, cenas de ação mediocremente ensaiadas e uma protagonista ingênua fizeram do primeiro capítulo uma verdadeira decepção. Após o estúdio lucrar o suficiente para uma sequência, eis que a saga traz um caminho promissor.

 

Em Insurgente, Cris está madura e segura. O filme está melhor dirigido e violento, abandonando o estilo sessão da tarde que o primeiro longa-metragem queria tanto impôr. Neste terceiro episódio, a direção caminha numa limiar entre o ridículo carnavalesco e a seriedade posterior de Insurgente. E essa tentativa de segmentar e fazer um filme não muito violento ou não muito família estraga A Série Divergente: Convergente. Se esta película tenebrosa teve um orçamento ‘gordinho’ e se resultou de maneira pavorosa, pode-se imaginar o que vem por aí quando o estúdio diminuir a verba do vindouro filme. No subgênero de literatura infanto-juvenil, esta adaptação não encontra seu lugar entre Maze Runner ou Jogos Vorazes, apenas bem longe de algo promissor.
 Cotação do Daiblog:  DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme A Série Divergente: Convergente:

 
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