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Crítica: Invocação do Mal 2 recicla ideias

*Por Leonardo Resende - hashtagcinema@daiblog.com.br

O nome James Wan ganhou notoriedade com o lançamento de Jogos Mortais (2003). Ele assumiu um gênero que parecia estar esquecido no meio comercial, o terror gore. Misturando suspense com sangue, Wan levantou uma nova franquia no cinema. Anos mais tarde, o diretor lançou Sobrenatural (2011). Juntamente com Jogos Mortais, este cineasta mostrou que era capaz de dirigir tanto um filme sangrento quanto psicológico. Mas o que ninguém previa era seu talento para um terror de moldes clássicos como Invocação do Mal (2013). Devido ao sucesso, chega aos cinemas, Invocação do Mal 2, sequência que recicla alguns elementos do filme anterior sem muito sucesso, mas ainda mantendo um nível interessante para as franquias de terror americano. 


Assim como o primeiro filme, Invocação do Mal 2 faz um prólogo mostrando um caso real de Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga, respectivamente). O relato da vez é o dos assassinatos de Amityville, história que deixou o casal extremamente famoso nos Estados Unidos. Por isso, eles são chamados pela Igreja Católica para investigar acontecimentos de poltergeist em Enfield, Inglaterra. Com relutância, o casal aceita e encara o maior evento sobrenatural de suas vidas. 


Invocação do Mal 2 utiliza de artifícios reais como fotos, gravações e vídeos para reafirmar a veracidade do possível poltergeist. Este é único elemento que funciona melhor que o filme anterior, vide cena inicial em que o diretor reproduz a famosa foto de uma das vítimas de Amityville. O que fez a primeira película um sucesso foi um drama contemporâneo sutil, algo que Wan coloca em excesso nesta sequência, muitas vezes diminuindo o ritmo para desenvolver personagens. 


Em seus primeiros momentos, esta sequência mostra adereços técnicos surpreendentes, porém todo o esforço é esquecido quando é necessário mostrar o drama que antes era mais leve e agora é colocado de forma apelativa e quase dispensável. Quando se trata de um diretor estrangeiro no cinema americano, uma coisa é certeira: quanto maior o orçamento, menor a autenticidade do cineasta. 
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog 

Veja aqui o trailer do filme Invocação do Mal 2:

 
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1 comentários :

  1. Anônimo9:21 AM

    Verdade! Parece que há um medo em se inovar. Medo de se perder publico. O problema é que os filmes estão virando mais-do-mesmo.

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