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Crítica: Tem ação e até romance em Warcraft

*Por Clara Camarano - Especial para o Daiblog

A mistura de ficção com realidade já virou um hábito e adquire cada vez mais seu espaço em jogos e também nas telonas. No cinema, mesclar humanos com seres extraterrestres pode ser uma boa fórmula para o sucesso, principalmente quando os espectadores são fãs de RPGs (os famosos joguinhos de interpretação de personagens).


O aguaradado longa-metragem Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos chegou com os ingredientes para agradar os cinéfilos que gostam de filmes que entram no universo dos jogos. Não por menos, ele já era esperado pela turma que joga World of Warcraft, RPG online que já chegou a ter mais de 12 milhões de usuários.


Mas a produção também pode atrair os leigos. Mais, especificamente, a moçada que gosta de histórias de aventuras, de guerras e até de uma “pitada” de romance.  O diretor Duncan Jones chegou com a proposta de história dos orcs – seres selvagens e de aparência tenebrosa - que, ao acionar um portal, saem de suas terras e invadem o mundo dos humanos.  Lá, eles vão tentar construir um novo lar e acabar com todos os homens que pretendem combater a existência desta nova tribo invasora. A guerra está armada. Mas os dois lados vão se fundir, fato essencial  para tornar o longa atraente.


No caminho e na declarada batalha, os humanos vão valer-se da ajuda do mago Medivh (Ben Foster), um guardião que domina todos os poderes mágicos. Eles precisarão ainda de contar com a ajuda do jovem e iniciante mago Khadgar. Aliás, este muito bem interpretado por Ben Schnetzer.  Ainda, Travis Fimmel dá vida ao guerreiro Lothar, um cavaleiro que faz tudo para manter o seu reino salvo.


Do outro lado da moeda, a orc mestiça Garona (Paula Patton) vai contribuir para amenizar essa guerra, principalmente quando demonstra solidariedade e tendência para o lado do bem. O filme propõe um romance não explícito, mas sugestivo, entre ela e Lothar. Aliás, uma dose que contribui para desfocar a produção só da batalha típica de alguns filmes de ação.


O orc Gul’dan (Daniel Wu) também dá uma guinada nessa luta e surpreende no final. O filme vai além ao não focar só na batalha entre dois mundos tão diferentes. Ele merece aplausos ao  propor um olhar solidário e humano. Afinal,  na guerra entre o bem e o mal  não existem apenas dois lados, mas vários. Resta só saber se os fãs vão poder contar com outra produção, afinal a continuidade se faz necessária.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos:


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