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18º Fica - Crítica: Lembranças de uma infância no Irã

*Por Leonardo Resende, da Cidade de Goiás - hashtagcinema@daiblog.com.br

Não é segredo que o um diretor vive de referências visuais. Toda sua bagagem cultural pode ser refletida no filme. Este fator ganha mais evidência quando um artista realiza uma animação. Maryam Kashkoolinia se apropria perfeitamente deste quesito visual. Contado sob sua perspectiva de quando pequena, Quando Eu Era Uma Criança exemplifica que boas ideias podem ser narradas da maneira mais simples possível. O filme fez parte da mostra competitiva do 18º Fica - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.


A animação autobiográfica mostra a contemplação de uma mulher sobre sua infância e os pesadelos lúdicos que sua mãe contou no intuito da proteção. “Entendo a existência da superproteção dos pais e eu quis mostrar nesse filme que esses pesadelos não são a maneira mais saudável de criar uma criança”, destaca a diretora.

Diretora Maryam Kashkoolinia Foto: Aline Arruda

No início do filme, muitos espectadores terão sua curiosidade despertada devido a maneira da cineasta de animar um curta-metragem. Com tons oníricos, Quando Eu Era Uma Criança utiliza técnicas espetaculares. “Eu usei uma caixa de luz e nela coloquei os grãos de areia. Foi com esse material que eu animei a história”, explica. Presenciar uma animação que consegue trazer uma reflexão e uma nostalgia ao mesmo tempo colocando uma técnica surpreendente à favor do contexto cinematográfico é tão incrível quando lembrar dos tempos da infância.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

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Lembranças de uma infância no Irã

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