Super Hiper Mega Banner

18º Fica - Filmes questionam: o que é um lar?

*Por Michel Toronaga, da Cidade de Goiás - michel.toronaga@daiblog.com.br

O 18º Fica - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental começou sua mostra competitiva com filmes que fazem pensar. O evento, que acontece até o dia 21 de agosto, na Cidade de Goiás (a 386 km de Brasília), exibiu uma série de produções nacionais e internacionais no Cinemão. Dois deles têm uma provocação em comum: os conceitos do que é uma casa e como isso é capaz de alterar o planeta.

West Empire

O documentário francês West Empire, de Mathieu Le Lay, se passa numa cidade do oeste americano. O lugar parece ser um grande depósito de lixo, mas cerca de 35 pessoas moram lá. E vivem muito bem, obrigado. Com depoimentos dos moradores, o filme apresenta o ponto de vista de quem optou por deixar as grandes metrópoles e cidades populosas para escolher a simplicidade, longe do estilo de vida acelerado.



No meio do nada e com poucos recursos, eles provam que menos é mais. E que não é necessário comprar coisas e ter tecnologia de ponta para se encontrar a felicidade. Os personagens, sábios e com idade avançada, refletem sobre esta alternativa forma de viver e provocam quem assiste ao filme. Para um deles, as pessoas estão destruindo a verdadeira casa de todos, que é o mundo. E que apenas uma conscientização em todo o planeta pode fazer com que as coisas melhorem.

Remember Your Name, Babylon

A dupla Marie Brumagne e Bram Van Cauwenberghe fez um trabalho inspirado num tema muito atual que é a migração. Em Remember Your Name, Babylon, os belgas filmaram marroquinos que deixaram seu país em busca de melhores condições de vida, mas encontraram apenas dificuldades. Sem emprego e sem documentação para permanecer legalizados na Espanha, eles vivem numa espécie de limbo social.

Remember Your Name, Babylon

Uma vila criada com lixo é o que eles chamam de casa. As construções pobres volta e meia pegam fogo, poluindo a natureza e estragando a flora local. Apesar da premissa interessante, a realização do documentário é um teste de paciência. Com longos planos e pouca explicação, o público presente tentou compreender a mensagem do título. É uma verdadeira imersão no cotidiano entediante daquele povo. Apenas ao final dos 77 minutos é que as coisas ficam claras. Os cineastas filmaram o outro lado da cidade e como eles não toleram os marroquinos exilados. Uma boa ideia mal executada.

Cobertura 18º Fica. Leia também:
Festival traz cinema e natureza andando juntos
Cineastas mostram produção local na Mostra ABD
Realidade virtual registra desastre em Mariana
Espaço para animações na programação

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.