Super Hiper Mega Banner

Crítica: Escuro assustador de Quando as Luzes se Apagam

*Por Clara Camarano - Especial para o Daiblog 

Drama psicológico conciso, cenas interligadas que, de fato, assustam e fogem do terror trash, além de piadas que quebram o clima, mas sem sair do propósito da trama. O diretor David F. Sandberg conseguiu misturar todos estes ingredientes e acertar na concepção de Quando as Luzes se Apagam, produção em cartaz nas salas dos cinemas tupiniquins.


Baseado no curta-metragem Lights Out, lançado em 2013, o cineasta conseguiu ampliar a produção e transformá-la em um longa-metragem de terror que foge do clichê e assusta pelo suspense eficiente da brincadeira do escuro. O tema sobrenatural escora-se em uma entidade conhecida como Diana, mulher que morreu no passado e voltou para assombrar a casa de uma família. Diana, interpretada com êxito por Alicia Vela-Bailey, no entanto, só aparece no escuro. Por isso, o jogo de luzes é um elemento primordial que consagra a produção.


A história é simples e conta com poucos personagens. Poucos, mas suficientes. O enredo foca em uma mãe (Maria Bello) que sofre com vários problemas psicológicos e conversa com um ser obscuro dentro de sua casa. Seu filho, o menino Martin (Gabriel Bateman), percebe seus problemas e começa a ter medo do escuro, momento em que se sente perseguido por uma mulher.


Ele busca então a ajuda da irmã mais velha Rebecca (Teresa Palmer) e descobre que um dos motivos dela ter abandonado a casa da família era por também se sentir perseguida e ameaçada por esta mulher. Juntos, os dois percebem que a aparição está ligada a mãe e tentam fazer de tudo para salvá-la. Órfãos dos pais, Martin e a irmã vão contar com a ajuda do “ficante” de Rebecca, o alternativo e romântico Bret (Alexander DiPersia).



Vários dramas psicológicos fazem do filme um sucesso. Primeiro, o fato que Diana pode representar a materialização da depressão materna. Há ainda um segundo pressuposto. Diana faz de tudo para estar na família e aniquilar os homens, fato que mostra uma conexão lésbica entre as personagens. Nos jogos de luzes, ideias sensacionais como o uso de faróis de carro e de celulares aliviam um pouco a tensão do filme e tiram risadas pontuais, mas sem quebrar o clima de terror. Vale e pena assistir, mas se for de madrugada deixem as luzes bem acesas.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Nenhum comentário

Todos os comentários do Cine61 são moderados por nossa equipe. Mensagens ofensivas não serão aprovadas. Obrigado pela visita!

Tecnologia do Blogger.