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Crítica: O pseudo-luto de ritmo lento de Elon

*Por Leonardo Resende - hashtagcinema@daiblog.com.br

Filmes que envolvem a temática de desaparecimento sempre são complicados. O diretor deve ter consciência de um fator: o ritmo. Caso não seja uma trama de luto, a obra deve seguir uma construção de suspense. Infelizmente, Elon Não Acredita na Morte é uma exceção a regra e é montado de maneira lenta. O filme foi exibido neste sábado Mostra Competitiva do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.


Para entender o sumiço de sua esposa, Elon enfrenta uma jornada a procura de Madalena. Transitando entre as lembranças da esposa e a realidade crua, ele tenta não perder sua sanidade. O longa-metragem é protagonizado por Rômulo Braga e Clara Choveaux, que interpretam Elon e Madalena, respectivamente.


Como citado, caso fosse um filme sobre o luto, o ritmo arrastado seria justificável. Entretanto, por ter acolhido uma montagem monótona, Elon Não Acredita na Morte falha ao tentar envolver o espectador. Exceção pela narrativa fria, tecnicamente o filme de Ricardo Alves Jr. é extremamente bem cuidado. A direção de arte é que mais se enquadra neste quesito. Ao montar os locais sombrios da cidade, Diogo Hayashi enriquece a tela com mínimos detalhes. O mesmo pode ser dito da fotografia cinzenta, fator que combina com o humor de Elon.


Com essa narrativa arrastada, Elon Não Acredita na Morte pode ser enquadrado como um pequeno retrocesso em questões de montagem cinematográfica. Pouco adianta um diretor tentar contar uma história sendo que ele é o único que está se divertindo.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog


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