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Crítica: Roteiro de Malícia poderia ser mais malicioso

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br

Único longa representante de Brasília no 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Malícia, de Jimi Figueiredo, conta com um trama intrigante. Acompanhamos a instável Camila (Marisol Ribeiro) e seu relacionamento com Raul (Sergio Sartório). Ele, por sua vez, monitora a vida de Clara (Vivianne Pasmanter) e seu marido (João Baldasserini) por meio do computador, com um aplicativo que faz com que a webcam e microfone da máquina fiquem sempre ligados.  


As duas histórias são contadas de forma paralela e cabe ao público tentar entender se existe uma relação entre elas. Fica difícil também entender quem é o protagonista do filme, já que todos os personagens têm muito espaço na tela. Essa indefinição é uma qualidade, já que realmente não se sabe bem o que esperar e nem para onde a trama vai parar.


Os atores estão muito bem e cena, com um destaque especial para a jovem Laura Teles Figueiredo. Filha do diretor, ela mostrou que não está no filme pelo parentesco e sim por ser uma ótima atriz, fugindo da interpretação robótica ou artificial que costuma ser marca registrada dos atores mais novos. Ao lado de Pasmanter, ela contrancena alguns dos melhores momentos da projeção, com diálogos naturais e verdadeiros.
 


Entretanto, o clímax do filme não consegue empolgar. Ao tratar de temas atuais e importantes, como o universo virtual e até mesmo a sujeira da política, era de se esperar algo mais emocionante. A questão dos relacionamentos também renderia bons desdobramentos. Havia muito potencial para que o resultado fosse superior, pois a produção tem mais acertos do que erros. O que faltou mesmo foi malícia.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

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