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Entrevista com a atriz Samantha Schmütz

Nascida em Niterói, atriz, cantora e bailarina, Samantha Schmütz teve uma carreira meteórica até se tornar uma das maiores atrizes de comédia do país. Ela ficou famosa ao viver personagens como o menino de rua Juninho Play ou a Mulher Caxumba no programa Zorra Total da TV Globo. Depois, veio outro grande sucesso: a periguete Jéssica do humorístico Vai que Cola, do Multishow.

Para além dos programas humorísticos, Samantha também leva o seu talento para as novelas – seu último trabalho foi a Dorinha, a irmã suburbana de Carolina (Juliana Paes) em Totalmente Demais. Depois de integrar o elenco das comédias Minha Mãe é uma Peça: O Filme e Vai que Cola: O Filme, ela ganha agora a sua primeira protagonista como Selminha, a frentista que vira milionária em Tô Ryca!.


Quem é a Selminha?
A Selminha é uma brasileira, guerreira, que luta e passa por vários perrengues. É uma representante real do Brasil trabalhador, que acorda cedo e tem que pegar mil ônibus, um transporte terrível sem conforto nenhum. O filme também fala dessa situação lastimável em que o Brasil se encontra. Não é só uma comédia pra fazer rir; também é um retrato do Brasil. A Selminha levanta essa bandeira do “eu sou do povo, tô com vocês, vamos mudar isso. Não vamos nos conformar com essa situação porque não tá boa pra ninguém.”

Como Tô Ryca! apareceu na sua vida?
A Mayra Lucas, da produtora Glaz, assistiu ao filme Minha Mãe é uma Peça, gostou muito do meu trabalho e pensou em me convidar. Ela me deu total liberdade e confiança para me cercar de amigos para este trabalho, gente talentosa em quem eu confio, como o Pedro Antônio [diretor] e o Fil Braz [roteirista], que eu conheço desde a minha adolescência em Niterói, a gente estudava na mesma escola. E também amei a possibilidade de viver a minha primeira protagonista.

Você toparia esse mesmo desafio da Selminha, para ganhar 300 milhões em vez de 30?
Com certeza! Sair com 30 ou com 300? Quem não arrisca não petisca, né? “No pain, no gain” [sem dor, sem ganho].


Como foi contracenar com tantos talentos cômicos diferentes?
No Tô Ryca! estou cercada de talentos e pessoas maravilhosas. A Katiuscia Canoro é minha amiga do Zorra, a gente tem uma energia muito parecida. A gente não tem medo de trabalho, se joga mesmo. Não poderia ter sido outra pessoa pra viver a Luane. Ter Marcus Majella, Fabiana Karla, Marília Pera, Cristina Pereira, Mauro Mendonça e Adnet – foi um presente ter todas essas pessoas ao meu lado fortalecendo o time, porque ninguém faz nada sozinho. Conseguimos montar um dream team [a equipe dos sonhos].

Como é o seu trabalho com o diretor, o Pedro Antônio, com quem você já tinha trabalhado na série Não tá fácil pra ninguém, do Multishow? 
É maravilhosa a minha parceria com o Pedro. Ele sabe exatamente o que eu posso fazer, o que eu não devo fazer. Ele às vezes me irrita mas de brincadeira, eu também irrito ele... Isso provoca uma descontração muito boa. Ele é um irmão que a vida me deu através do trabalho. É uma parceria que tem dado muito certo.

Você se lembra de alguma história engraçada das filmagens?
Teve muita coisa. A que mais me marcou foi que, no meio da cena do debate político na TV, no furor da hora, no calor do momento, o Marcelo Adnet não mediu muito a distância e me deu um tapa na cara! Logo no meu primeiro filme como protagonista, eu levei um tapa na cara. (risos) São muitas primeiras vezes. Eu sei que não foi de propósito, mas na hora doeu, ficou marcado. No fim eu perdoei o Marcelo, sei que ele não foi trabalhar aquele dia pensando: “hoje vou dar um tapa na cara da Samantha”. (risos)

Como você se preparou para o filme?
Minha preparação pra todo e qualquer trabalho é contínua. Faço aula de canto duas vezes por semana, ginástica todos os dias – “ginástica” é uma palavra de velha, né? Melhor falar “treino”. (risos) Comecei a perceber o quanto é importante exercitar o corpo, até pra ter fôlego e disposição para aguentar uma jornada tão intensa como foi neste filme.


O que o público deve esperar de Tô Ryca!?
O público pode esperar muita dedicação, um trabalho honesto, com cenas engraçadas que fazem pensar, se emocionar. E pensar num lado social, do que a gente pode fazer pra mudar. O filme é muito rico. Tá ryco!

Qual foi o maior desafio do filme?
Me fizeram pular de asa-delta pela primeira vez na vida. A sorte é que tenho um amigo instrutor de asa-delta, que sempre me chamou pra voar e eu nunca quis. No fim eu pulei e amei, foi muito bom.

Quais são seus futuros projetos?
Tem a minha carreira de cantora, que eu quero seguir paralelamente à de atriz. As pessoas talvez não entendam, mas eu até amo mais cantar. Quando eu canto, me sinto uma surfista de ondas gigantes; quero persistir nisso. E vamos fazer com o estúdio Light Star o desenho animado do Juninho Play, um personagem muito forte – as pessoas sentem saudade dele como se fosse uma pessoa real. E mais o segundo filme e a terceira temporada do Vai que Cola... Realmente eu tenho que malhar, senão não dou conta! (risos)

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