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Crítica: Jonas, do amor platônico ao obsessivo

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br

Uma simples paixão platônica pode se transformar em algo perigoso. Quando o sentimento aparentemente inocente segue caminhos incontroláveis, os desdobramentos são mais graves do que se pode imaginar. Em Jonas, a diretora e roteirista Lô Politi fez um equilibrado filme que caminha entre o drama e o suspense, numa mistura que funciona muito bem graças à força do protagonista, interpretado pelo talentoso Jesuíta Barbosa (Tatuagem, Praia do Futuro).


Revelação do cinema nacional, o ator pernambucano dá vida a um adolescente chamado Jonas. Ele sempre manteve um amor por Branca (Laura Neiva, de À Deriva), filha da patroa da mãe. Após um período viajando, a jovem retorna a São Paulo e reacende o interesse do rapaz. Mas além do abismo social que os separa, existem outros detalhes. Branca namora um playboy (Chay Suede) e está com um comportamento mais liberal do que antes.


A premissa do amor entre amigos de infância pode soar ingênua, porém ela ganha outra tônica quando se leva em consideração a realidade do protagonista. Morando na periferia, ele lida diariamente com o perigo e entrega drogas a pedido de Dandão, um traficante que domina a área. Quem faz o personagem é o cantor Criolo, que se sai bem no papel. O rap nacional também está representado por Karol Conka e Rincón Sapiência, que também fazem pontas na produção.


Alternando entre gêneros que provocam suspiros e tensão, o longa-metragem se desenvolve com um bom ritmo e conta com uma reviravolta logo em sua primeira parte. É quando o público poderá acompanhar a perda da inocência de Jonas, que acaba por se complicar cada vez mais por causa de um crime. Com sequências bem-filmadas, incluindo a conclusão catártica, o filme traz uma trabalha fotografia e direção de arte, que mostra as cores do Carnaval de São Paulo.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Jonas:

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