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BIFF 2016 - Crítica: Barash, O Amor Bate à Sua Porta

*Por Clara Camarano - redacao@daiblog.com.br

5ª edição do Brasília International Film Festival chegou com fôlego e traz produções mundiais independentes. Oportunidade única para conferir os trabalhos e realidades de outros países. Um destaque é o filme israelense Barash – O Amor Bate À Sua Porta, que ainda será exibido nesta quarta-feira (9/11), às 19h, no Cine Brasília (106 Sul), e na sexta-feira (11/11), às 14h, no Cine Cultura do Liberty Mall (SCN QD 2), os dois grandes palcos do evento.  


A diretora israelense da cidade de Haifa, Michal Vinik, chega com Barash já com êxito após ganhar os prêmios de primeiro lugar em festivais de sua cidade e em Milão (Itália), onde também arrancou aplausos. O longa, que em breve terá lançamento oficial no país, é uma comédia dramática que trata da problemática de duas jovens adolescentes que buscam viver loucamente e descobrir os sabores e dissabores desta fase. Naama (Sivan Noam Shimon) é uma jovem de 17 anos à procura dos prazeres mundanos, de descobertas sobre sua sexualidade e de fugir da tensão familiar. No momento de transição para a vida adulta e do autoconhecimento, a adolescente começa a ir em festas, fumar, beber, matar aulas e fazer uso de drogas.  


É quando ela acha a parceira ideal para a realização dos seus desejos. A descolada Dana Hershko (Hadas Jade Sakori), uma adolescente considerada a frente de sua idade, que vive a vida como se não houvesse amanhã. A ainda ingênua Naama começa a se envolver com a amiga, que vira ponto de referência para o seu descobrimento, inclusive sexual. No ardor de uma paixão que começa a surgir entre elas, a protagonista muda sua postura perante a vida. No entanto, nem tudo, assim como a vida, será um mar de rosas.


Além de ser um filme que foca na fase da adolescência de uma forma bem verídica, Barash se destaca também pela sutileza ao envolver os reflexos da eterna guerra entre Israel e o mundo árabe. O conflito, neste sentido, pode ser observado dentro da casa de Naama. Seu pai, sua mãe e irmão começam a investigar, junto com ela, o desaparecimento da irmã mais velha. Ao descobrir que a irmã está envolvida com um árabe, a problemática é traçada de maneira interessante, capaz de tirar risadas nervosas do espectador. Cabem estas risadas ao personagem Gidon Barash (Dvir Benedek), o grotesco pai israelense que aponta defeitos em todos os árabes. Já a mãe Michel Barash (Irit Pashtan) é uma frágil mulher incapaz de ver a problemática dos filhos, além de ser submissa ao patriarca da casa. Aliás, palmas para os dois atores que conseguem viver e passar a densidade destas personas.


Um debate sobre o machismo, relações familiares, sexualidade e conflitos externos que refletem diretamente em problemáticas internas. Todas estas temáticas dão mérito à produção. Vale a pena assistir, até para ver que algumas coisas, relações e conflitos não mudam. Nem quando mudamos de país. 
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Barash - O Amor Bate à Sua Porta:

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