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Crítica: Boys. Meninos descobrindo o amor

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br

É bem difícil não comparar Boys com o brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro. Ambos tratam do mesmo tema: a descoberta da sexualidade de dois garotos. Outro ponto em comum: os dois foram lançados juntos no Festival de Berlim. E quem gostou do nacional provavelmente vai apreciar também o trabalho da holandesa Mischa Kamp que está em cartaz pela distribuidora Elite Filmes.


De forma sensível, o longa-metragem mostra como o desenvolvimento da relação entre Sieger e Marc. Os dois se destacam na corrida com revezamento de bastões e se tornam parceiros no esporte. Mas o que era uma amizade logo acaba se tornando algo a mais. E Sieger, o protagonista, fica confuso em relação ao que está sentindo.


Boys poderia seguir um caminho bem dramático, tendo em vista que o tema ainda é um tabu e a aceitação de ser gay poderia render inúmeras contradições internas na cabeça do adolescente. A temática, entretanto, é tratada de forma suave e até mesmo otimista. A maior carga dramática mesmo está nos conflitos familiares. Principalmente por parte do irmão de Sieger, que é rebelde e dá muito trabalho para o pai.


Apesar da curta duração (pouco mais de uma hora), a produção tem seus bons momentos. A fotografia poética brinca o tempo todo com o foco e as paisagens naturais transmitem uma ideia de férias durante toda a projeção. O elenco está bem e consegue convencer nos papéis, mesmo com interpretações simples. A proposta da cineasta provavelmente foi fazer um filme leve, coisa que ela conseguiu. Até mesmo o conflito principal da trama não é algo pesado, fazendo com que o resultado seja delicado e bem água com açúcar.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Boys:

 
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