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Crítica: Elis foca em momentos mais brandos da vida da cantora

*Por Clara Camarano - redacao@daiblog.com.br

Ela cantou de tudo – samba, bossa-nova, disco music – e foi uma mulher revolucionária na música e na vida. Ainda mais para quem vivia em tempos de ditadura, na década de 60. Nos seus poucos 36 anos de vida (1945–1982), Elis Regina deixou um legado eterno. Não à toa, a cinebiografia Elis chegou sob muitas expectativas aos telões brasileiros para dar vida a esta personalidade, já vivida em musicais e na literatura.


Coube a direção do turbilhão Elis e de suas tantas nuances, casamentos, mudanças de vida, ao estreante diretor em longas-metragens Hugo Prata. Já tarimbado quando o assunto é televisão e música. E se Hugo conseguiu falar de Elis, não dá para falar mal do diretor, exatamente pela intensidade desta mulher que teve que ser resumida em 2h13 e foi bravamente interpretada por Andreia Horta.  A vida de Pimentinha somada ao fogo e entrega de Horta é retratada e cumpre o papel básico. A ida para o Rio de Janeiro com o pai companheiro (Zécarlos Machado), a dificuldade de conseguir se destacar nos anos de chumbo, a independência e garra foram pontos fortes do filme. Além das músicas e apresentações para se emocionar.


Mesmo que muitos críticos destaquem que a produção foi apenas uma sequência de shows, não é este o ponto crucial de Elis no cinema. Os shows, sua voz, dor e crescimento como musicista são destacados. Além dos dois casamentos conturbados – cada qual a sua maneira -, com o boêmio carioca pegador Ronaldo Boscôli (Gustavo Machado), pai do primogênito João Marcelo Bôscoli; e com o sensível pianista César Camargo Mariano (Caco Ciocler), o segundo grande amor de Elis Regina e pai de Pedro Camargo Mariano (1975) e Maria Rita Camargo Mariano (1977).


Mesmo resumidas, estas relações não passam desapercebidas. Até mesmo porque o trio formado por Andreia Horta, Gustavo Machado e Caco Ciocler é de arrepiar, no bom sentido. Mas, se esperavam do filme um recorte do seu triste fim com as drogas pode ser que o público sensacionalista se decepcione. Mas não é isto que resume Elis. Afinal, como diria o ícone, “Ainda somos os mesmos e vivemos”!  
Cotação: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Elis:

 
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