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Crítica: Mortos-vivos ainda têm fôlego em Invasão Zumbi

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@daiblog.com.br

Não é de hoje que os zumbis invadem o cinema. E o nada criativo título Invasão Zumbi é a prova morta-viva disso. Agora tem uma diferença importante. Não é apenas mais um lançamento que se soma a inúmeros outros. Estamos falando de um filme sul-coreano que passou no prestigiado Festival de Cannes. E é considerado um dos melhores da recente safra.


Dirigido e escrito por Sang-ho Yeon, o filme não se preocupa em dar muitas explicações sobre como começou a epidemia. A cena inicial revela um animal que morre atropelado retorna à vida, mas é apenas isso. O foco mesmo são as relações humanas e como elas se intensificam quando o mundo parece estar vivendo um apocalipse. O protagonista é Seok Woo (Yoo Gong), um workaholic que decide dar o presente de aniversário da filha: uma viagem para a cidade de Busan, onde mora a mãe.



No trajeto começam os ataques. A ideia de uma contaminação de zumbis dentro de um espaço fechado é aterrorizante. Ainda mais quando se está dentro de um veloz trem que não pode simplesmente parar de uma hora para a outra. Entre vagões e perigos, o filme traz sequências que lembram muito Guerra Mundial Z - principalmente pela computação gráfica, que cria inúmeros mortos-vivos correndo alucinadamente como um furacão irrefreável.


Estúdios norte-americanos mostraram interesse em refilmar Invasão Zumbi. E motivos não faltam. É um perfeito blockbuster hollywoodiano, incluindo os clichês. No caso, existe a evolução do protagonista, que descobre a importância de valorizar a família e ser pai. Com sangue, suspense e muita ação, o longa-metragem (longo mesmo, com quase duas horas) consgue equilibrar bem o ritmo. A grande - e desnecessária - surpresa é melodrama exagerado feito para extrair lágrimas. No mais, é um obrigatório título para os fãs de zumbi.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Invasão Zumbi:

 
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