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Crítica: Tom Hanks está anestesiado em Inferno

*Por Clara Camarano - redacao@daiblog.com.br

Tramas que envolvem mistérios históricos, obras de arte, enigmas e anagramas que devem ser desvendados pelo professor e simbologista Robert Langdon. O autor Dan Brown de fato conseguiu deixar sua marca registrada em seus best-sellers que saíram das letrinhas enigmáticas dos livros direto para os telões. Após o sucesso de O Código da Vinci e Anjos e Demônios, Inferno é a terceira obra do escritor adaptada para o cinema. O longa traz novamente a direção do norte-americano Ron Howard e a atuação de Tom Hanks como o protagonista Robert Langdon, o professor que virou herói por decifrar mistérios que envolvem o mundo da arte e fazem o espectador se aprofundar em polêmicas temáticas históricas. 


No entanto, se Código da Vinci impressionou em 2006, principalmente pelo questionamento lançado em torno da divindade de Jesus Cristo,  Inferno perdeu  impacto  e virou mais um retorno de repetições e reviravoltas. Anjos e Demônios segurou a peteca e a densidade do livro com seu lançamento no cinema em 2009. Já Inferno, para quem leu as obras de Brown, é o mais fraco em termos de adaptação da obra original.


Na cerne da história agora o alvo é a obra-prima A Divina Comédia, do italiano escritor, político e poeta Dante Alighieri. Diferentemente das produções anteriores, agora o professor Langdon acorda em um quarto de hospital em Florença sem sua capacidade plena devido aos acontecimentos das últimas 48 horas. Com a ajuda da doutora e também perita em simbologia Sienna Brooks (Felicity Jones) ele se vê novamente em uma encruzilhada: a de desvendar um enigma para impedir que uma nova epidemia criada se espalhe e mate drasticamente a população da Terra.


Como o vilão psicopata é a favor da disseminação deste vírus mortal, o ator Ben Foster deixa a desejar ao dar vida a Bertrand Zobrist. Falta vigor e credibilidade em sua atuação. Tom Hanks também perdeu muito ao manter do início ao fim a cara de um professor anestesiado.  Há ainda Sidse Babett Knudsen como a chefe da Organização Mundial da Saúde, conhecida como Elizabeth Sinskey, que também mantém uma atuação linear. Mérito para Felicity Jones e para o chefe do grupo clandestino SRS vivido por Omar Sy, atores que se sobressaem.


Atuações à parte, o filme prende pelas belas imagens de Florença e pela bem-sucedida  exploração do inferno de Dante em takes chocantes. A confusão de quem de fato é bom ou mau também é um ponto positivo. Mesmo assim, a trama deixa a desejar para quem leu os livros ou viu os últimos filmes.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Inferno:

 

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