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Ultrarrealista, Paraíso mostra facetas da crueldade nazista

*Por Clara Camarano - redacao@cine61.com.br

Não são poucas as obras cinematográficas que retrataram as atrocidades cometidas no período da Segunda Guerra Mundial, quando o nazismo, stalinismo, fascismo e outros “ismos” ascendiam suas forças e pregavam a ideologia da ditadura nacionalista, da raça “pura” e do consequente extermínio dos judeus (antissemitismo). Jogando às lentes das câmeras para o nazismo que se disseminou na Alemanha de 1933 a 1945, longas-metragens recentes como  O Menino do Pijama Listrado (2008), de Mark Herman, e clássicos do cinema como O Grande Ditador (1940), do brilhante Charles Chaplin, são exemplos de produções que retrataram/satirizaram a temática.


Esta semana, um novo e brutal relato do nazismo vai ganhar as telonas brasileiras. O longa Paraíso chega com ingredientes que mesclam a clássica forma de filmar em preto e branco com o dinamismo das técnicas de filmagens modernas para retratar a história de três personagens de distintos países que viveram na época de guerra.


Dirigido pelo russo Andrei Konchalovsky, Paraíso apresenta uma proposta visceral, com cenas fortes e relatos individuais que dão um ar documental e ultrarrealista a esta historia dramática. Não à toa, o filme chegou a representar a Rússia na disputa pela indicação ao Oscar 2017 na categoria melhor filme estrangeiro. Rendeu ainda ao diretor o segundo Leão de Prata no Festival de Veneza. Seu primeiro foi por As Noites Brancas do Carteiro, de 2014.


Em um campo de concentração nazista, três personagens se cruzam: a emigrante russa Olga (Yuliya Vysotskaya), o oficial alemão Helmut (Christian Clauß) e o colaborador francês Jules (Philippe Duquesne), um homem que finge idolatrar os alemães para garantir a sobrevivência no período de invasão da França pelos nazistas.


Dentro deste enredo, a história dos três se entrelaça e ganha força no momento em que a câmera pega os pontos de vistas de cada um perante a guerra. Pessoas com diferenças de ideologia, mas que têm em comum o vazio e a fragilidade mediante um mundo tomado pela crueldade. Além desta pegada individual genial, imagens fortes de extermínio dos judeus e atuações brilhantes, principalmente de Christian Clauß - que consegue transformar a sua beleza de galã em um ser asqueroso -, fazem da obra um relato único.
Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61

Veja aqui o trailer do filme Paraíso:




Ray (2016, Rússia, Alemanha) Dirigido por Andrey Konchalovskiy. Com Yuliya Vysotskaya, Viktor Sukhorukov, Philippe Duquesne, Peter Kurth, George Lenz, Ramona Kunze-Libnow.

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