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Youtuber Christian Figueiredo conta tudo do filme Eu Fico Loko

O youtuber Christian Figueiredo tem 22 anos e, aos 15, deu início ao canal Eu Fico Loko, que hoje soma quase 7 milhões de seguidores. Escreveu três livros, na TV estrelou diversos comerciais e, em 2016, se tornou apresentador do quadro Me Conta Lá No Quarto, no Fantástico, da TV Globo. Christian também já apresentou o programa TVZ, do canal Multishow, Na entrevista a seguir ele fala sobre o longa-metragem Eu Fico Loko, baseado no seu livro. O filme estreia dia 12 de janeiro nos cinemas.

Você podia imaginar que a história da sua vida poderia virar um filme? 
Sempre achei que minha vida de adolescente era uma história de cinema onde tudo dava errado. Mas eu realmente nunca imaginei vê-la num telão um dia. É uma felicidade absurda tudo isso que está acontecendo. A ideia do filme surgiu do meu livro Eu Fico Loko. Lancei em 2014, quando apresentei o projeto pra editora Novo Conceito, que ainda demonstrava certa insegurança em ser escrito por uma figura da internet e não por um escritor em si. Mas deu certo, foi um sucesso e logo depois veio a oportunidade de o livro virar filme. Essa história poder ser a de qualquer adolescente nessa fase da vida. 

Qual a sua receita de sucesso? 
Nunca tive uma receita, algo que eu possa dizer que coloque em prática e no fim dá certo. Tudo aconteceu de repente e foi rolando até que deu certo e o hobby virou trabalho. 


Como você percebe o espaço que os youtubers vêm ganhando fora da web, como na TV e no cinema? 
O espaço que a gente está ganhando é ótimo porque mostra que qualquer pessoa que acredita em um projeto e faz acontecer pode conseguir. Fico mais feliz ainda porque é o reconhecimento da nossa verdade, é a gente ali de cara limpa, com um roteiro onde não somos personagens, somos nós mesmos da internet, não estamos seguindo um papel. É a nossa verdade como pessoas e não como personagens.  

Como foi a sua participação na adaptação do livro para o roteiro? 
Depois que o roteiro ficou pronto eu me reuni com os roteiristas, o Sylvio (Gonçalves) e com o Bruno (Garotti), que também é o diretor. Ficamos durante uma semana isolados em um hotel na região serrana do Rio de Janeiro, longe de qualquer influência virtual, do trânsito, de pessoas. O objetivo era afinar o roteiro e criar em cima do que já estava pronto. Então eu fui uma espécie de consultor. 

Você acompanhou o dia a dia das filmagens? 
Acompanhei sim, todo dia eu estava lá. Foi muito importante para captar a realidade para o filme. Também ajudei na parte de preparação do elenco. Principalmente na do Filipe, que tem um processo de transformação do personagem dele. Ele ficou alguns meses emagrecendo porque eu era muito magro na adolescência. Participei na preparação vocal, de corpo, tudo para compor essa minha figura aos 15 anos de idade. 


Que mensagem você espera que o filme passe?
Espero que ele toque não somente os adolescentes, mas também os pais. Que seja um a ponte de relacionamento entre eles, de identificação mesmo. Para os pais entenderem como é a adolescência do filho quando o deixa na porta da escola. Eu trago isso muito perto, derrubo esses muros. Então quero permitir a aproximação das famílias e que o jovem saia do cinema inspirado a acreditar, persistir e acreditar em si mesmo, e no seu potencial, pois eu acreditei e deu certo. 

Que dica você dá para os adolescentes que acham que nada vai dar certo na vida? 
Que tem que acreditar mesmo. Eu nunca fui o adolescente que se dava bem, que as garotas gostavam, eu tinha um sonho, um hobby, gostava de me comunicar, de gravar, e eu apostei naquilo. Agora virou o meu trabalho e aquilo abriu muitas portas pra muita coisa que eu faço hoje em dia. 
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