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Anna Muylaert fala sobre carreira e cinema brasileiro

O cinema nacional pauta a entrevista da diretora Anna Muylaert com o apresentador Aderbal Freire-Filho no programa Arte do Artista desta terça (18), às 21h30, na TV Brasil. A convidada aborda temas polêmicos e discute os rumos da sétima arte no país. Durante o papo, ela conta passagens da sua trajetória de roteirista a cineasta, analisa a importância das premiações que conquistou e debate o sucesso de Que Horas Ela Volta? (2015), com Regina Casé.


Anna comenta até o convite para integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, a entidade que escolhe os vencedores do Oscar. "Há uma política para estimular a representatividade", explica. A cineasta revela que o italiano Federico Fellini foi uma de suas inspirações ainda na infância quando escolheu seguir carreira nessa área audiovisual após assistir o longa "Amacord", comédia dramática de 1973. 

Que Horas Ela Volta?
"Ali para mim transcendeu. Eu entendi que ia longe... Ainda nem sabia direito o que era cinema, mas com 14 anos decidi fazer cinema", recorda a entrevistada. "Fellini tinha essa capacidade de trazer a alma e a poesia. Deixar o espectador irmanado. Ele era muito coração", complementa. Na divertida conversa, Anna Muylaert ainda reflete sobre a relação entre cinema e televisão no Brasil. "Há uma influência direta da TV no cinema nacional. Aqui existe muito a estética da novela. Na Argentina e no Uruguai, por exemplo, isso não acontece", analisa a diretora de filmes como Durval Discos (2002), É Proibido Fumar (2009) e Chamada a Cobrar (2012). 

É Proibido Fumar
Neste Arte do Artista, a cineasta fala sobre sua produção mais recente, o já premiado drama Mãe Só Há Uma (2016). Anna Muylaert avalia se a globalização é a natureza do cinema e um caminho para os cineastas. Ela comenta as obras de diretores como o mexicano Alejandro Iñárritu, o espanhol Pedro Almodóvar e o argentino Héctor Babenco. Aproveitando a temática da utopia, mote da quarta temporada do programa da TV Brasil, Anna reflete sobre a relação das artes com a utopia. "A arte chega na utopia mais rápido do que a realidade", pontua a diretora que diferencia ficção, realidade e documentário em uma produção cinematográfica e pondera se o cinema pode ser considerada a mais "engajada" de todas as artes. Anna Muylaert também conta suas preferências na produção nacional. "Um dos filmes brasileiros que está entre os meus favoritos é Bendito Fruto, com Otávio Augusto, Vera Holtz, Zezeh Barbosa e Camila Pitanga. O filme não tem o status que eu acho que ele deveria ter", lamenta. 

Serviço:
Arte do Artista – terça (18), às 21h30, na TV Brasil
Arte do Artista – terça (18) para quarta (19), às 2h45, na TV Brasil
Arte do Artista – sábado (22) para domingo (23), à 0h30, na TV Brasil

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