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Terror derrapa com tons de ficção científica em Ringu Espiral

*Por Michel Toronaga - micheltoronaga@cine61.com.br

Sadako se tornou um dos maiores ícones do terror japonês dos últimos tempos, ainda mais com o sucesso da refilmagem norte-americana de seu filme, lançada por aqui como O Chamado. No Japão, foram várias as continuações e variações da história da menina cabeluda que sai da televisão. Uma delas é Ringu Espiral, que pode ser vista na Netflix.


O filme foi lançado junto com o primeiro Ringu, mas foi um fracasso de bilheteria e acabou sendo esquecido. A continuação oficial foi Ringu 2, que tem o mesmo diretor do original, Hideo Nakata. O motivo para Espiral ter sido ignorado na cronologia da série é bem simples: ele é completamente diferente do que se pode imaginar.


Enquanto o segundo Ringu traz diversos elementos de ficção científica, Espiral deixa de lado o terror e parte de vez para a ficção. Em vez de fantasmas, sustos e a vilã assustadora, o que se vê é a investigação de um médico que tenta acabar de vez com a tal maldição. O filme procura explicar quase todos os porquês de Sadako, justiciando até mesmo a forma que as pessoas morrem após ver a fita de vídeo.


O grande problema é que tanta explicação fez com que o quesito terror fosse prejudicado. O título usa muitos personagens do original, e conta com um novo foco. O protagonista é um médico sem motivação para viver que acaba por se ver envolvido na lenda urbana do VHS de Sadako. Há espaço para drama familiar e até para um plano de vingança contra a humanidade. Agora o horror mesmo não aparece...
Cotação do Cine61: DaiblogDaiblog

Veja aqui o trailer do filme Ringu Espiral:

 

Rasen (1998, Japão) Dirigido por Jôji Iida. Com Kôichi Satô, Miki Nakatani, Hinako Saeki, Shingo Tsurumi, Shigemitsu Ogi, Yutaka Matsushige...
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